Vereadores também debateram as aglomerações nos coletivos em meio ao agravamento da pandemia
O projeto de lei que propõe a instalação de dispensers de álcool em gel nos ônibus de Ribeirão Preto gerou acalorado debate na Câmara Municipal. Apresentado pelo vereador França (PSB), o projeto busca mitigar o risco de transmissão da Covid-19 em um sistema de transporte público que enfrenta problemas crônicos de superlotação.
Aglomeração e Riscos à Saúde
A discussão foi impulsionada pela constatação de que os ônibus da cidade, que transportam cerca de 50 mil pessoas diariamente, não dispõem de álcool em gel para os passageiros. Com a circulação de novas variantes do vírus, a situação de aglomeração nos coletivos representa um risco significativo à saúde pública, conforme alertaram diversos vereadores.
Custos e Contra-argumentos
O vereador André Rodini (NOVO) votou contra o projeto, argumentando que os custos com a implementação da medida seriam elevados para a empresa de transporte público, que já enfrenta queda na receita. Ele estimou um custo mensal de R$ 266 mil para a disponibilização de 3 litros de álcool gel por ônibus, considerando a frota atual de 204 veículos. Essa argumentação gerou críticas de outros vereadores, que apontaram a responsabilidade da empresa em garantir a segurança dos usuários.
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Necessidade de Melhorias Estruturais
Vereadores como Lincoln Fernandes (PDT) e Duda Hidalgo (PT) defenderam a aprovação do projeto e enfatizaram a necessidade de melhorias estruturais no sistema de transporte público. Eles criticaram a insuficiência da frota atual e a alta tarifa cobrada, que não condiz com a qualidade do serviço oferecido. Para eles, a aglomeração nos ônibus contribui diretamente para o aumento dos casos de Covid-19 na cidade, e o aumento da frota é fundamental para resolver o problema de forma mais eficaz. O projeto segue atrásra para análise da prefeitura, que decidirá pela sanção ou veto da proposta.



