Transações foram feitas dentro de uma semana, segundo informações de processo cível publicadas em relatório da CPI dos Holerites
A Câmara de Vereadores de Barretos solicitou à Justiça a investigação de depósitos de quase R$ 200 mil feitos pelo prefeito Guilherme Ávila à sua ex-mulher. A solicitação consta de um relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou desvios de R$ 11 milhões em verbas públicas, fraudes perpetradas pela ex-secretária municipal de administração, Adriana Soprano, e seu marido, Rafael Soprano.
Depósitos Questionados
Segundo o presidente da CPI, Carlos Henrique dos Santos, os depósitos, feitos em sete dias consecutivos em valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil, sacados diretamente do caixa, configuram enriquecimento ilícito. O prefeito Ávila alega que o dinheiro se refere ao acordo de separação com a ex-esposa, versão corroborada pela CPI e pela Polícia Civil.
Defesa do Prefeito e Investigação Eleitoral
Ávila afirma que toda a documentação referente à separação, incluindo os depósitos, foi legalizada, registrada em contrato e declarada no imposto de renda. Ele garante transparência quanto à origem dos recursos, o destinatário e as datas dos pagamentos. Além da investigação sobre os depósitos, a CPI também pediu a abertura de inquérito eleitoral contra os beneficiários do esquema de desvios por suposta participação em campanhas eleitorais de 2018 para deputados estadual e federal.
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Consequências das Fraudes
Como resultado das investigações, 113 servidores municipais envolvidos nas fraudes foram afastados de seus cargos, e outros 22 exonerados. O caso permanece sob investigação judicial, aguardando os desdobramentos das apurações.



