MP segue a investigação e, se provado a beneficiação de terceiros, os responsáveis serão réus por improbidade administrativa
O Ministério Público de Brodós investiga denúncias de fura-fila na vacinação contra a Covid-19. Documentos apontam que profissionais de saúde, com idades registradas de até 120 anos, teriam recebido a dose indevidamente.
Investigação em Andamento
O promotor Leonardo Bellini, responsável pela investigação, informou que o secretário municipal de saúde, enfermeiros e outros profissionais envolvidos na triagem já foram ouvidos. A próxima etapa inclui ouvir as pessoas que teriam sido vacinadas irregularmente. As suspeitas surgiram a partir de denúncias e análises de planilhas que mostram inconsistências nos dados.
Análise de Documentos e Próximos Passos
O Ministério Público solicitou à prefeitura de Brodós um relatório completo das imunizações e do estoque de vacinas. Embora o município tenha enviado algumas informações, a investigação continua buscando esclarecer se houve equívocos no preenchimento das planilhas ou se houve vacinação indevida. A investigação também apura se o cronograma estadual de vacinação foi seguido corretamente, considerando a priorização de grupos específicos.
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Possíveis Consequências
O promotor Bellini explicou que, caso seja comprovada a irregularidade, os envolvidos podem responder administrativamente e até mesmo por improbidade administrativa. A investigação busca diferenciar entre erros de preenchimento e vacinação indevida, analisando cada caso individualmente. A Câmara Municipal também acompanha o caso, tendo solicitado a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos. A investigação está em andamento e novas informações serão divulgadas em breve.



