Laerte Fogaça Souza Filho é investigado pela Polícia Civil; médico está preso preventivamente e nega acusações
A Câmara Municipal de Ituverava decidiu nesta quarta-feira pelo afastamento do médico e vereador Laerte Fogasta de Souza Filho. Ele é suspeito de abusar sexualmente de mulheres durante consultas médicas. A decisão, unânime, acatou a recomendação do Ministério Público. Nos próximos 90 dias, uma comissão decidirá se ele será definitivamente cassado. Apesar de já estar afastado, o vereador pode perder o mandato caso seja constatada falta de decoro parlamentar.
Suspeitas de Abuso Sexual
Pelo menos seis mulheres acusam Laerte Fogasta de abuso sexual. Preso desde o dia 1º de junho, ele é investigado por violação sexual mediante fraude. Sua defesa alega inocência e nega a veracidade das denúncias.
Acusação de Erro Médico
Além das acusações de abuso sexual, Fogasta também enfrenta uma denúncia de erro médico. Um pedreiro, Fernando Pugliano, afirma ter perdido parte da perna após uma cirurgia realizada por Fogasta em 2020. Pugliano alega que o médico minimizou suas dores pós-operatórias, resultando em uma infecção que agravou seu estado de saúde. Um processo foi aberto contra o vereador e o Hospital São Jorge, em Ituverava, pedindo indenização por danos materiais e morais.
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Processo de Cassação
Para a cassação do mandato, são necessários nove votos favoráveis (dois terços) de uma comissão de três vereadores. A comissão analisará a conduta do vereador e decidirá se houve falta de decoro parlamentar. O advogado de Fogasta se recusou a comentar sobre as denúncias.
O caso envolvendo o vereador Laerte Fogasta demonstra a gravidade das acusações e a necessidade de apuração rigorosa dos fatos. As investigações em andamento e o processo de cassação prometem trazer à tona a verdade sobre as denúncias de abuso sexual e erro médico.



