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Câmara de Regulação aprova e medicamentos podem ficar até 4,5% mais caros a partir de segunda (1º)

Porcentagem é o teto estabelecido para as farmácias e fabricantes; índice pode ser aplicado de uma vez ou de forma escalonada
Câmara de Regulação aprova e medicamentos
Porcentagem é o teto estabelecido para as farmácias e fabricantes; índice pode ser aplicado de uma vez ou de forma escalonada

Porcentagem é o teto estabelecido para as farmácias e fabricantes; índice pode ser aplicado de uma vez ou de forma escalonada

Os preços dos medicamentos terão reajuste de 4,5% a partir de domingo, conforme resolução da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos publicada no Diário Oficial da União. O percentual funciona como um teto: até março do ano que vem, farmácias e fabricantes não podem aplicar aumentos superiores a esse índice.

Reajuste e regras de aplicação

A resolução estabelece que o reajuste de 4,5% pode ser aplicado pelas farmácias de uma só vez ou parcelado ao longo do ano. As empresas produtoras também foram instruídas a dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, que não podem ser superiores aos valores publicados pela Câmara de Regulação.

Impacto nas famílias e reações

Dados do IBGE apontam que as famílias brasileiras destinaram em média 5,9% do orçamento a medicamentos e outros gastos com saúde; entre idosos, esse peso pode chegar a até 70% do orçamento. A notícia do aumento surpreendeu consumidores. “É triste, porque o marido precisa sempre de remédios caros… custa 300 e pouco, cada um”, disse Maria Pereira, aposentada, que relatou o impacto mensal dos gastos com medicamentos essenciais.

Vigilância, tributação estadual e orientações

Julieta Hueta, professora de farmácia da USP, avaliou que o índice deve funcionar como limite para evitar aumentos abusivos: “Esse valor… é o máximo de reajuste permitido para cada um dos medicamentos.” Ela alertou, porém, que outros fatores, como tributos estaduais, também podem influenciar o preço final em determinadas regiões.

A professora também desaconselhou a formação de estoques por parte da população: estocar medicamentos que não são de uso contínuo pode ser prejudicial e desnecessário, uma prática vista em surtos como os da Covid‑19 ou da dengue, quando a demanda dispara.

Embora o reajuste passe a valer no domingo, nem todos os medicamentos terão os preços alterados imediatamente: redes e distribuidoras costumam vender estoques comprados antes da medida. Ainda assim, é comum que os valores subam rapidamente depois da publicação.

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