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Câmara de Ribeirão aprova aumento de salários de membros do Executivo, Legislativo e secretários

Votação foi marcada por protesto de servidores municipais e bate-boca; reajuste prevê aumento de 49,14% no salários brutos
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Votação foi marcada por protesto de servidores municipais e bate-boca; reajuste prevê aumento de 49,14% no salários brutos

Votação foi marcada por protesto de servidores municipais e bate-boca; reajuste prevê aumento de 49,14% no salários brutos

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou, na noite de quinta-feira, um projeto de lei que aumenta em quase 50% os salários do prefeito, vice-prefeito, secretários municipais e vereadores a partir de janeiro de 2025. A proposta, que teve 19 votos a favor e apenas um contra, gerou protestos antes e durante a sessão.

Protestos e falta de transparência

A aprovação ocorreu em meio a protestos de entidades como a ACIRP (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), que criticaram a falta de transparência e a urgência na votação, considerando o prazo até 2025. Igor Lupino, diretor jurídico da ACIRP, destacou a ausência de esclarecimentos sobre o impacto do aumento nas contas públicas e a escolha de data próxima ao Carnaval para a votação, período de menor movimentação da população. A ACIRP se posicionou não contra o aumento em si, mas contra a forma como foi conduzido.

Impacto financeiro e posicionamentos divergentes

O vereador Ramon Faustino, único a votar contra, alertou para o impacto significativo nos gastos públicos, estimando um incremento de até 30 milhões de reais, incluindo o efeito sobre o teto salarial do funcionalismo. Já Alexandre Pastova, vice-presidente do sindicato dos servidores municipais, defendeu o aumento, argumentando que a Constituição determina a reposição das perdas inflacionárias anuais. A discussão sobre o impacto nos salários de servidores também foi levantada.

Reações e desdobramentos

A sessão foi marcada por tensões, com discussões entre vereadores após a votação. O presidente da mesa diretora se recusou a dar entrevistas. O projeto, atrásra, depende da sanção do prefeito Duarte Nogueira. A prefeitura, em nota, afirmou desconhecer o projeto, que está disponível no site da Câmara.

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