Pedido foi feito pelo Sindicato dos Servidores após impasse sobre reajuste salarial; projeto foi rejeitado por 18 votos a 5
A Câmara Municipal de Ribeira rejeitou, nesta quinta-feira, o pedido de impeachment contra o prefeito de Arte, Nogueira. A votação, que decidia pela admissibilidade do processo, terminou com 18 votos contrários e apenas 5 favoráveis. O pedido havia sido protocolado pelo sindicato dos servidores municipais, alegando irregularidades no pagamento de um acordo para servidores e pensionistas.
Irregularidades no Acordo e a Operação Cevandíjaco
O sindicato argumenta que o prefeito Nogueira teria agido contra a legislação ao permitir o pagamento, baseado em cálculos da atual administração que apontaram inconsistências no acordo anterior. A operação Cevandíjaco, mencionada no pedido, também teria contribuído para o estopim da situação.
Reação dos Servidores e Intervenção da Guarda Municipal
Após a rejeição do pedido de impeachment, servidores presentes no plenário da Câmara, que estava lotada, passaram a hostilizar os vereadores. A situação persistiu mesmo após o fim da sessão, com protestos no estacionamento. A Guarda Municipal precisou intervir para conter os ânimos.
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Corte de Despesas e Encontro com o Tribunal de Contas
Em outra decisão, a Câmara aprovou uma indicação sugerindo que a Prefeitura corte 25% das despesas com cargos de comissão e função de confiança. O presidente da mesa diretora, Lincoln Fernandes, explicou que a proposta surgiu após reunião com o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Sidney Beraldo. O Tribunal teria alertado que o reajuste concedido pela Prefeitura infringia a Lei de Responsabilidade Fiscal, ultrapassando o limite prudencial da folha de pagamento.
A rejeição do pedido de impeachment gerou grande tensão em Ribeira, expondo divergências sobre a gestão do prefeito e as implicações financeiras de um acordo com servidores e pensionistas. A situação demonstra a necessidade de maior transparência e diálogo entre o executivo e o legislativo municipal.



