Em sessão movimentada, projeto de reajuste de 49% nos salários foi aceito por 19 parlamentares a favor e um contra
A Câmara de Ribeirão Preto aprovou um aumento nos salários do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários, gerando grande repercussão e debates acalorados.
Sessão Tumultuada e Acusações
A aprovação do projeto de lei, por 19 votos a 1, foi marcada por um clima tenso. Houve um bate-boca entre os vereadores Igor Oliveira, Franco Ferro e Ramon Faustino. Igor acusou Ramon de quebrar um acordo prévio para votar a favor do aumento de 49%, enquanto Franco, presidente da Câmara, reforçou a ideia de que Ramon havia dado sua palavra. O plenário chegou a gritar “vergonha” durante o episódio. Ramon se defendeu alegando o direito de mudar de opinião após analisar melhor o projeto.
Reuniões Secretas e Pressões
As reuniões secretas entre vereadores antes da votação são comuns em projetos polêmicos. Esses encontros visam avaliar a viabilidade da aprovação e evitar desgastes desnecessários. Neste caso, a expectativa era de votos suficientes, mas a mudança de posição de Ramon demonstra a fragilidade dessas negociações. Vale destacar que uma proposta de inclusão do 13º salário e férias para os vereadores foi discutida em tais reuniões, mas não chegou a ser apresentada oficialmente, devido à falta de apoio.
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Implicações e Próximos Passos
O aumento salarial, que entrará em vigor em 2025, prevê um reajuste de 35,5% para o período de 2016 a 2022, além de projeções para 2023 e 2024. Este aumento impacta diretamente os salários de servidores, aposentados e pensionistas que recebem o teto salarial do prefeito, podendo gerar um impacto financeiro significativo e difícil de mensurar, já que o valor varia de acordo com a remuneração de cada servidor. A discussão sobre a data-base dos servidores também se intensifica, abrindo espaço para novas negociações e possíveis conflitos. Por fim, a vereadora Judete Zili (PT) está internada com problemas cardíacos, impossibilitando sua participação na votação.