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Câmara de Ribeirão Preto encerra 2025 com mais de 4 mil indicações e 18 mil requerimentos

Levantamento feito por Bruno Silva aponta alta produtividade legislativa, mas levanta debate sobre eficiência e capacidade de resposta do Executivo
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Câmara Municipal de Ribeirão Preto - Samuel Santos/CBN Ribeirão

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto encerra 2025 com números expressivos de produção legislativa. Em análise apresentada na coluna De Olho na Política, da CBN Ribeirão Preto, o comentarista Bruno Silva fez um balanço do desempenho do Legislativo ao longo do ano, destacando tanto a alta quantidade de propostas quanto os desafios relacionados à execução e à eficiência das medidas.

De acordo com o levantamento, realizado entre 1º de janeiro e 26 de dezembro de 2025, foram protocolados 541 projetos de lei ordinária. Desse total, 494 tiveram origem no próprio Legislativo, enquanto 47 partiram do Executivo municipal, o que demonstra forte protagonismo dos vereadores na apresentação de propostas.

Apesar do volume, Bruno Silva chama atenção para o fato de que muitas iniciativas, embora bem-intencionadas, enfrentam dificuldades práticas de execução. Esse cenário se reflete no número de vetos do Executivo: ao longo do ano, 49 vetos foram apresentados pelo prefeito Ricardo Silva a projetos aprovados pela Câmara.

Do total de vetos, 31 foram acolhidos pelos vereadores, enquanto 12 acabaram rejeitados, permitindo que os projetos se tornassem lei. Outros seis vetos ainda seguem em tramitação. Segundo o comentarista, a rejeição de vetos evidencia que o Legislativo, em determinados momentos, impôs sua posição frente ao Executivo.

Outro dado que chama atenção é o volume de demandas relacionadas à zeladoria urbana. Apenas em indicações, instrumento usado pelos vereadores para sugerir melhorias como tapa-buracos, poda de árvores e fiscalização de terrenos, foram 4.302 registros ao longo de 2025.

Já os requerimentos, que incluem pedidos de informações, fiscalizações e cobranças formais ao Executivo, somaram 18.153 documentos no ano. Esses pedidos têm prazo regimental mais curto para resposta por parte da Prefeitura.

Para Bruno Silva, os números mostram que a Câmara cumpre seu papel de fiscalização e interlocução com a população, mas também revelam a dificuldade de estabelecer prioridades diante de uma demanda tão elevada.

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