A Câmara de Ribeirão Preto (SP) abriu processo de possível cassação do vereador Lincoln Fernandes (PL) por suposta prática de “rachadinha”. A denúncia, protocolada por um empresário da cidade, foi aceita por unanimidade em sessão nesta quarta-feira (25). O caso também foi encaminhado ao Ministério Público. Lincoln não se manifestou durante a votação e, por meio da defesa, informou que não comentaria o mérito porque ainda não teve acesso integral ao processo.
O dossiê aponta suposta exigência de devolução mensal de parte dos salários de servidores comissionados, uso de intermediários para recolhimento de valores, transferências bancárias feitas por assessores e nomeação de funcionários que não cumpririam jornada. A denúncia pede cassação por quebra de decoro parlamentar e cita possíveis crimes como concussão, peculato, coação e associação criminosa. O Conselho de Ética tem até 48 horas para designar relator, e o prazo para conclusão dos trabalhos é de até 60 dias, com direito à ampla defesa.
Em nota, a defesa afirmou “profundo inconformismo e repúdio” à abertura do processo, classificando a denúncia como baseada em “informações inverídicas e flagrantemente falsas”. O texto diz ainda que Lincoln Fernandes é inocente e que se trata de “uma trama orquestrada para condenar a uma pessoa inocente”, além de prometer adoção de todas as medidas legais cabíveis. O caso foi assunto no comentário do cientista político Bruno Silva.