Despesa anual ao município terá um acréscimo de mais de R$ 1 milhão; novos valores passam a valer no ano que vem
Vereadores de Rifana aprovam aumento salarial polêmico
Reajustes significativos para prefeito, vice e secretários
Em sessão realizada na noite de ontem, a Câmara Municipal de Rifana aprovou, por quatro votos a dois, um projeto de lei que aumenta os salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. O prefeito, que recebia R$ 15.750, terá um aumento de 33%, passando a receber R$ 21.000. O maior reajuste, porém, foi para o vice-prefeito: 93%, elevando seu salário de pouco mais de R$ 5.400 para R$ 10.000. Os secretários também foram contemplados, com um aumento que leva seus vencimentos de R$ 6.246 para R$ 8.570.
Reações e controvérsias
A notícia gerou mal-estar entre os moradores de Rifana. Críticas se concentram no fato de que os aumentos beneficiam os agentes públicos enquanto outras demandas da cidade permanecem sem solução. A população questiona a priorização dos aumentos salariais em detrimento de investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura. O presidente da Câmara, Sebastião Suárez de Freitas, defendeu a legalidade da proposta, argumentando que o último reajuste salarial ocorreu em 2016 e que a medida visa atrair jovens para a vida pública. A justificativa, no entanto, não convence a população, que considera os aumentos excessivos, especialmente considerando o pequeno porte da cidade, com menos de 5.000 habitantes, e sua economia baseada principalmente no turismo.
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Implicações e perspectivas futuras
Os novos salários entram em vigor em 2025, com a próxima legislatura. A comparação com cidades maiores, como Ribeirão Preto, onde o prefeito recebe R$ 23.000, acentua a disparidade. Embora se reconheça a necessidade de reajustes salariais para agentes públicos, as altas porcentagens aprovadas em Rifana geram questionamentos sobre a transparência e o bom senso na gestão pública. A questão central reside na falta de priorização das necessidades da população em detrimento dos interesses pessoais dos agentes políticos, levantando preocupações sobre a gestão dos recursos públicos e a representatividade dos eleitos.
Os reajustes aprovados em Rifana expõem a complexa relação entre a remuneração dos agentes públicos e as necessidades da população. A discussão sobre o tema deve continuar, buscando um equilíbrio entre a justa remuneração dos servidores e a responsabilidade com o uso dos recursos públicos para o bem comum.



