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Câmara de São Carlos aprova lei que proíbe homenagens a escravocratas no município

Projeto impede que nomes de pessoas vinculadas à escravidão sejam atribuídos a prédios e outros espaços públicos; entenda mais
Câmara de São Carlos aprova lei
Projeto impede que nomes de pessoas vinculadas à escravidão sejam atribuídos a prédios e outros espaços públicos; entenda mais

Projeto impede que nomes de pessoas vinculadas à escravidão sejam atribuídos a prédios e outros espaços públicos; entenda mais

Na semana passada, a Câmara de São Carlos sancionou uma lei que proíbe homenagens a escravocratas, Câmara de São Carlos aprova lei, ou seja, pessoas que apoiavam a escravidão. A legislação, no entanto, vale apenas para futuras homenagens, o que gerou protestos e até pichação na estátua do Conde do Pinhal, um senhor de escravos.

Em cidades como o Rio de Janeiro, estátuas e bustos de escravagistas têm sido removidos das vias públicas e levados a museus, acompanhados de legendas que contextualizam a história dessas figuras. Essa prática visa evitar homenagens públicas a personagens com histórico ligado à escravidão, mas preserva o debate histórico.

Contexto histórico e cultural: O cientista político Bruno Silva destaca que as homenagens públicas refletem as narrativas culturais e históricas de cada localidade, ressaltando figuras que contribuíram para a organização social, cultural ou religiosa. Ele ressalta a importância de analisar o contexto histórico para evitar homenagens a personagens que representem valores incompatíveis com os princípios atuais, como a escravidão.

Desafios na revisão histórica: Bruno Silva cita exemplos como os bandeirantes em São Paulo, cuja estátua de Borba Gato foi alvo de incêndio devido às controvérsias sobre seu papel na caça a indígenas escravizados. Ele alerta para o risco de apagar completamente a história ao buscar novos heróis nacionais e defende que o revisionismo histórico deve ser um processo de reflexão e debate, com cuidado nas escolhas feitas pelo poder público.

Importância do debate e do contexto: O cientista político também ressalta que figuras históricas como Aristóteles e Platão, que contribuíram para o pensamento ocidental, tinham visões que hoje são consideradas problemáticas, como a aceitação da escravidão e a exclusão das mulheres da vida pública. Ele destaca que é fundamental compreender essas contradições no contexto de sua época, sem radicalismos que levem ao apagamento total dessas figuras.

Informações adicionais

O debate sobre homenagens públicas envolve questões políticas e sociais profundas, refletindo a história do Brasil e a construção da cidadania. A legislação recente em São Carlos busca evitar homenagens futuras a figuras ligadas à escravidão, enquanto práticas como a remoção de estátuas para museus, adotadas no Rio de Janeiro, promovem a reflexão histórica sem censura.

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