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Câmara derruba decreto de Nogueira que aumentaria tarifa de água

Projeto foi reprovado por unanimidade
aumento tarifa água
Projeto foi reprovado por unanimidade

Projeto foi reprovado por unanimidade

Prefeito sofre primeira derrota na Câmara Municipal

Reajuste na tarifa de água e esgoto derrubado

Em pouco mais de um mês de governo, o prefeito Arte. Nogueira sofreu sua primeira derrota no Legislativo. A Câmara Municipal derrubou o decreto que estipulava um aumento de 15,53% na tarifa de água e esgoto, aprovado pela prefeitura em 24 de janeiro. A justificativa da prefeitura era a correção monetária, sem aumento real, considerando um período de 24 meses de inflação. A decisão ocorreu em meio a protestos de servidores municipais contrários a cortes de benefícios.

Críticas ao reajuste e à base governista

O vereador Jorge. Parada, autor do decreto legislativo que derrubou o reajuste, argumentou que a reposição deveria se basear apenas na inflação do último ano, resultando em um aumento de apenas 6%. O secretário de governo, Nicanor. Lopes, criticou a postura dos parlamentares, alegando as dívidas do município e a legalidade da medida, baseada em estudo da ERP (departamento de água e esgoto de Ribeirão Preto). Lopes afirmou que o aumento era necessário devido à estiagem e às demandas da cidade. O cientista político Fábio. Pacano apontou a fragilidade da base governista, considerando a derrota uma demonstração da mobilização da sociedade civil. Ele destacou que o veto dos vereadores foi correto, analisando o impacto social no contribuinte.

Impacto social e medidas do prefeito

O reajuste na tarifa de água e esgoto foi apenas uma das medidas polêmicas anunciadas pelo prefeito Nogueira desde o início de sua gestão. Ele também reajustou a SIP (contribuição da iluminação pública) em 10,2%, corrigindo posteriormente para 6,55%. Além disso, decretou a suspensão de pagamentos a fornecedores por dois meses e propôs descontos para quitar débitos do município. A população, segundo o vereador Parada, não deveria arcar com os problemas financeiros da cidade. A administração municipal irá analisar a possibilidade de entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a decisão da Câmara.

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