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Câmara derruba por unanimidade veto de Dárcy que proíbe obras envolta da Catedral

Comissão Especial de Estudos havia concluído que circulação de ônibus prejudica a estrutura da igreja, que é tombada pelo Estado
veto de Dárcy
Comissão Especial de Estudos havia concluído que circulação de ônibus prejudica a estrutura da igreja, que é tombada pelo Estado

Comissão Especial de Estudos havia concluído que circulação de ônibus prejudica a estrutura da igreja, que é tombada pelo Estado

Em uma decisão unânime, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto derrubou, na noite de ontem, um veto da prefeita Darci Vera a um projeto de lei que visa proteger o entorno da Catedral Metropolitana de São Sebastião. A medida, aprovada inicialmente em junho pelo Legislativo, busca impedir a realização de obras que possam comprometer a estrutura da igreja, tombada como patrimônio histórico estadual.

O Impacto das Obras na Catedral

A preocupação com a integridade da Catedral ganhou força após um estudo de uma Comissão Especial que apontou os potenciais danos causados pela circulação de ônibus e a instalação de estações próximas ao templo. Cantí de Maganine, secretário do Ferp e representante do fórum das entidades de Ribeirão, enfatizou o risco que a construção da estação Catedral representa para o patrimônio centenário. “É um risco para a Catedral, nós não devíamos correr esse risco”, declarou.

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Controvérsia em Torno do Laudo Técnico

O veto da prefeita Darci Vera foi justificado com base em um laudo de uma empresa italiana, que atestaria a ausência de riscos à Catedral. No entanto, o documento foi duramente criticado pelo Ferp, que questionou a sua validade. Segundo o Ferp, as normas para um laudo dessa importância mostram e indicam que deve ser feito em período mínimo de quatro meses, quatro a cinco meses, em períodos alternados. E nós sabemos que esse laudo foi feito em três dias. Ele é superficial.

Reações e Próximos Passos

A derrubada do veto foi recebida com entusiasmo por entidades da igreja e pela população, que defendem a preservação do patrimônio histórico. O sociólogo Baldo Silveira criticou a postura da prefeita, argumentando que a decisão da Câmara reflete a vontade popular. Após a decisão, líderes da igreja católica anunciaram uma nova mobilização para pressionar a prefeita a acatar a decisão do Legislativo. A prefeitura, por sua vez, sinalizou a possibilidade de contestar a lei judicialmente, enquanto o consórcio Prourbano afirmou que seguirá as determinações legais.

O futuro da área ao redor da Catedral permanece incerto, com a possibilidade de batalhas judiciais e novas manifestações populares. A preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade está no centro do debate.

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