Câmara derruba veto de projeto que reserva vagas em empresas a mulheres vítimas de violência
Em uma recente sessão na Câmara, um veto foi derrubado, reacendendo o debate sobre a autonomia legislativa municipal e a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade. Paralelamente, a Prefeitura de Ribeirão Preto lançou o Plano Municipal de Educação Digital, buscando modernizar o ensino e promover a inclusão digital na cidade.
Reserva de Vagas para Mulheres Vítimas de Violência
A Câmara Municipal derrubou um veto do poder executivo a um projeto que reserva vagas em empresas prestadoras de serviço para mulheres vítimas de violência. A justificativa inicial do veto era que a medida invadia a competência da União para legislar sobre licitações, conforme o artigo 22 da Constituição Federal. No entanto, o legislativo municipal entendeu que a medida era constitucional e manteve o projeto, obrigando o prefeito a sancioná-lo.
O Debate Jurídico e a Autonomia Legislativa
Apesar da aprovação na Câmara, a legalidade da medida ainda pode ser questionada judicialmente. O poder executivo, ou até mesmo o Ministério Público, pode acionar a justiça caso entenda que a lei municipal fere princípios gerais de contratação pública. Esse episódio demonstra a tensão entre os poderes executivo e legislativo, e a importância da análise jurídica em cada etapa do processo legislativo.
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Plano Municipal de Educação Digital: Inclusão e Modernização
A Prefeitura de Ribeirão Preto lançou o Plano Municipal de Educação Digital, com o objetivo de promover a inclusão digital e modernizar o ensino na cidade. O plano prevê a aquisição de equipamentos e a criação de medidas para integrar a tecnologia ao dia a dia das escolas, explorando habilidades como criatividade, linguagem e resolução de problemas. Uma consulta pública está aberta para que a população contribua com sugestões e ideias.
Desafios e Perspectivas da Educação Digital
A implementação do plano enfrenta desafios como a necessidade de recursos financeiros para aquisição de equipamentos e treinamento de professores. Além disso, é preciso garantir que a tecnologia seja utilizada de forma eficaz no processo de ensino-aprendizagem, e não apenas como ferramenta de entretenimento. A participação da comunidade escolar e de especialistas é fundamental para o sucesso do plano.
Ambas as situações ilustram a dinâmica entre os poderes e a busca por soluções para desafios sociais e educacionais no município.