Projeto, que é visto com maus olhos pelo mercado internacional, deve gerar aumento na dívida do pais; ouça o ‘CBN Economia’
O Congresso dos Estados Unidos aprovou na Câmara dos Representantes uma proposta de redução de impostos apresentada pelo governo Trump. A medida, Câmara dos Estados Unidos aprova redução, aprovada por apenas um voto, ainda precisa ser analisada pelo Senado, onde o partido do presidente possui maioria e a aprovação é considerada provável.
Especialistas destacam que a redução de impostos, embora possa estimular a economia, deve aumentar o déficit fiscal americano, atualmente em torno de 8% do PIB, e a dívida pública, que já atingiu 100% do PIB e pode chegar a 140% nos próximos 10 a 15 anos caso a tendência se mantenha. O governo Trump também tem promovido cortes em despesas públicas, incluindo programas de apoio social e redução do quadro de funcionários públicos.
Essas medidas têm gerado preocupação nos mercados financeiros globais, que reagiram negativamente com queda nas bolsas, desvalorização do dólar e aumento das taxas de juros, refletindo a incerteza sobre a sustentabilidade fiscal dos Estados Unidos. Recentemente, um acordo temporário de 90 dias sobre tarifas comerciais com a China ajudou a aliviar a tensão nos mercados, mas a continuidade do déficit fiscal preocupa investidores e tem impactos econômicos globais, inclusive para o Brasil.
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Contexto fiscal dos Estados Unidos
- Déficit fiscal em torno de 8% do PIB, considerado insustentável.
- Dívida pública alcançou 100% do PIB, com projeções de aumento para 140% em 10 a 15 anos.
- Redução de impostos aprovada na Câmara e expectativa de aprovação no Senado.
- Queda nas bolsas de valores e desvalorização do dólar.
- Aumento das taxas de juros devido à maior incerteza e necessidade de financiamento.
- Impactos negativos para a economia mundial e para o Brasil.
Reações dos mercados financeiros:
Marco do licenciamento ambiental no Brasil: No Brasil, o Senado aprovou um projeto de modernização do licenciamento ambiental, que atrásra segue para análise da Câmara dos Deputados. A proposta visa acelerar a aprovação de projetos, especialmente os de pequeno impacto, que representam mais de 90% das obras no país, reduzindo a burocracia sem alterar o rigor das normas ambientais vigentes.
A nova legislação estabelece prazos máximos para análise dos processos, com objetivo de destravar investimentos em infraestrutura, saneamento básico, transportes e outros setores, o que pode aumentar a taxa de investimento, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida da população.
- A proposta mantém a responsabilidade ambiental e não altera o código florestal.
- Busca conciliar celeridade na aprovação de projetos com a preservação do meio ambiente.
- Reconhece a importância da sustentabilidade para o desenvolvimento econômico.
Informações adicionais
Equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental: O debate sobre o licenciamento ambiental no Brasil já dura mais de 20 anos e envolve questões polêmicas, como a exploração de petróleo na região amazônica. A aprovação da modernização poderá impactar diretamente a execução de obras paradas devido à burocracia, mas a análise final depende da tramitação na Câmara dos Deputados e da sanção presidencial.