Nova regulamentação aprovada pela Comissão de Esportes ainda segue para análise, entenda a possível mudança no ‘Good Game CBN’
A Arábia Saudita tem investido fortemente no setor de esportes eletrônicos, com o objetivo de se tornar um centro global para os games. Esse investimento massivo inclui a realização de grandes eventos, como a Gamers8, que em 2023 ofereceu US$ 45 milhões em prêmios, abrangendo 12 modalidades diferentes.
O Esportewashing Saudita
Entretanto, esses investimentos são vistos com ceticismo por muitos, acusando o país de sportswashing. A Arábia Saudita tem um histórico questionável em relação aos direitos humanos, com acusações de violações graves, incluindo prisões arbitrárias, torturas e execuções. A aquisição de empresas importantes do setor, como a ESL e a Faceit, reforça essas preocupações, levantando questões sobre a utilização do esporte eletrônico para melhorar a imagem internacional do país.
Reações e Boicotes
Tentativas anteriores de investimento em esportes eletrônicos também encontraram resistência. Um exemplo foi a tentativa da cidade inteligente NEOM de patrocinar o LEC (Campeonato Europeu de League of Legends), que foi rejeitada devido à reputação progressista do campeonato e à oposição dos fãs e funcionários. A comunidade de esports, frequentemente progressista e inclusiva, demonstra desconforto com a apropriação da Arábia Saudita de seus valores para fins de sportswashing.
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O Esporte Eletrônico no Brasil
Em contraste com a situação na Arábia Saudita, o Brasil avança na regulamentação do esporte eletrônico. Uma proposta de lei para incluir o esporte eletrônico na Lei Geral do Esporte foi aprovada em comissão na Câmara dos Deputados. Essa iniciativa visa trazer segurança jurídica ao setor e promover discussões sobre inclusão, representatividade e políticas públicas para a área, incluindo a participação de mulheres, pessoas com deficiência e a comunidade negra.



