Câmara investiga Bigodini, que pode perder mandato após acidente
A política local está em foco com dois eventos distintos que capturaram a atenção da mídia e da população: a prisão de um ex-prefeito e o processo de possível cassação de um vereador. Ambos os casos levantam questões sobre responsabilidade e ética na administração pública.
Prisão do Ex-Prefeito Carlão
O ex-prefeito de Igarapava, conhecido como Carlão, foi preso após o esgotamento de todos os recursos em um processo no qual era investigado por crimes cometidos durante seu mandato. A prisão ocorreu em sua residência, em Franca. Segundo a Polícia Civil, a ordem de prisão foi expedida após a condenação por fraudes em licitações, desvio de verbas da saúde e da educação, totalizando cerca de R$ 26 milhões. Carlão foi sentenciado, inicialmente em regime fechado, a 27 anos, quatro meses e quatro dias de prisão. A operação Pândega, em 2018, durante seu mandato entre 2013 e 2016, já havia cumprido mandados de prisão contra o ex-prefeito, seu irmão, uma servidora municipal e três empresários de Ribeirão Preto.
Processo de Cassação do Vereador Bigodini
O Conselho de Ética da Câmara de Ribeirão Preto está conduzindo um processo que pode resultar na cassação do vereador Bigodini, do MDB. A primeira audiência do caso já ocorreu, e o Conselho encaminhou ofícios ao Ministério Público e à Polícia Civil solicitando informações, além de um mandado de citação ao vereador para que apresente sua defesa. O processo foi aprovado por unanimidade na Câmara e tem como presidente o vereador Diácono Ramos, do União Brasil. O vereador Giancarlo Aúcio foi escolhido como relator do caso.
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Entenda o Caso Bigodini
Bigodini é investigado em decorrência de um acidente de trânsito no qual o carro em que estava invadiu a calçada na Avenida do Café, em Ribeirão Preto. Vídeos mostram Bigodini saindo do banco do motorista, seguido por sua namorada, Isabela Faria, que entrega uma garrafa de bebida. O boletim de ocorrência, no entanto, aponta Isabela, que não possui habilitação, como a condutora do veículo. Investiga-se, portanto, uma possível fraude processual e autoacusação falsa por parte de Isabela. A defesa de Bigodini alega que Isabela era a motorista. O vereador se manifestou nas redes sociais, criticando o que considera ataques pessoais e afirmando que provará sua inocência na justiça.
Os desdobramentos desses casos serão acompanhados de perto, buscando garantir a transparência e a justiça nas decisões tomadas pelas autoridades competentes.