Valor a ser cobrado pela hora do serviço e possível implantação na Avenida Saudade estão entre os principais assuntos
A polêmica em torno da Área Azul em Ribeirão Preto continua a gerar debates acalorados. Desde o início, a questão tem sido amplamente discutida, envolvendo tanto comerciantes quanto consumidores. Uma pesquisa de rua revelou uma crescente concordância sobre a necessidade da cobrança, vista como essencial para garantir a rotatividade das vagas.
O Valor da Cobrança: Ponto de Discordância
Apesar do consenso sobre a necessidade da Área Azul, o valor a ser cobrado permanece um ponto de discórdia. A proposta da prefeitura de R$ 3 não agrada aos consumidores, especialmente em um período de crise econômica. O aumento, que já havia gerado controvérsia e levado à suspensão da lei, reacende o debate.
Impacto nos Comerciantes e Opiniões dos Motoristas
Comerciantes relatam prejuízos desde a suspensão da cobrança em junho. Natasha Carolina e Santana, vendedoras de uma loja na Rua Doutor Dinhauma, confirmam essa percepção. Entre os motoristas, o dentista Oliveiros Coelho Neto vê com bons olhos a proposta de fracionamento, com valores de R$ 1,50 por hora ou R$ 0,75 a cada meia hora, desde que haja fiscalização efetiva para garantir a rotatividade. O pastor Vicente Besquita enfatiza a necessidade de um debate aprofundado entre as associações envolvidas.
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Proposta da ACI e Audiência Pública
Antônio Carlos Massoneto, presidente da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACI), defende a cobrança de R$ 1,50 por hora. Ele não considera ideal o fracionamento em períodos menores, como 30 minutos. A ACI espera que uma solução seja alcançada na audiência pública marcada para as 18h na Câmara Municipal.
O futuro da Área Azul em Ribeirão Preto permanece incerto, com a audiência pública representando um momento crucial para a definição de um modelo que atenda às necessidades de todos os envolvidos.



