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Câmara Municipal deixa decisão de convocar suplentes para a Justiça

Sem nove vereadores, investigados pela Operação Sevandija, presidente do Legislativo de Ribeirão lava as mãos sobre polêmica
Suplentes Câmara Municipal
Sem nove vereadores, investigados pela Operação Sevandija, presidente do Legislativo de Ribeirão lava as mãos sobre polêmica

Sem nove vereadores, investigados pela Operação Sevandija, presidente do Legislativo de Ribeirão lava as mãos sobre polêmica

A Operação Sevandija, que investiga desvio de recursos públicos, compra de apoio político e negociação de cargos em Ribeirão Preto, afastou nove dos 22 vereadores da cidade em 1º de setembro. A suspeita é de participação no maior esquema de corrupção da história do município.

Paralisia na Câmara Municipal

Dezesseis dias após o afastamento, os suplentes ainda não foram chamados para assumir os cargos vagos. Consequentemente, diversos projetos estão paralisados por falta de quórum. A presidente interina da Câmara, Viviane Alexandre, enviou um ofício ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitando um parecer sobre a situação.

O Dilema da Presidenta

A questão central é o impacto financeiro: convocar os suplentes significaria arcar com os salários dos nove vereadores afastados e dos nove suplentes. Viviane Alexandre afirma que aguarda uma resposta jurídica do TCE antes de tomar qualquer decisão, para evitar problemas com improbidade administrativa. Ela ressalta a obrigação legal de manter os salários dos vereadores afastados, enquanto a decisão judicial permanece em vigor.

Impasse e Análise Jurídica

O advogado Roberto Ecke critica a lentidão do processo, afirmando que a justiça foi feita pela metade. Ele defende que os salários dos vereadores afastados deveriam ter sido bloqueados. Para Ecke, a Câmara de Ribeirão Preto se encontra em uma encruzilhada política e financeira sem solução prática à vista. A possibilidade de chamar os suplentes, enquanto os titulares afastados continuam recebendo seus subsídios, configura um problema legal grave, podendo resultar em acusações de improbidade administrativa. Até que o TCE se manifeste, a Câmara Municipal segue funcionando com apenas 13 vereadores.

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