‘Importada’ de São Paulo, lei está em vigor desde 2012 em Ribeirão Preto, delimitando propaganda visual pelas ruas da cidade
A Lei Cidade Limpa, desde sua criação em 2012 em Ribeirão Preto, tem sido um tema de debate acalorado. A legislação, que visa limitar o tamanho das publicidades, gerou controvérsia e forçou empresários a investirem na adequação de suas fachadas. Empresas de outdoors e painéis visuais também se manifestaram contrárias às restrições impostas.
Impacto da Lei nas Fachadas e na Estética Urbana
Para alguns comerciantes, como Rui Junqueira, gerente de uma loja no centro, a Lei Cidade Limpa trouxe benefícios estéticos significativos para a cidade. Ele argumenta que a padronização das fachadas eliminou a poluição visual, tornando Ribeirão Preto mais agradável. Junqueira expressa preocupação com a possibilidade de retrocesso caso as regras sejam flexibilizadas, temendo o retorno da “sujeira visual” anterior.
Visão dos Empresários e a Necessidade de Flexibilização
Por outro lado, empresários como Geraldo da Silva Junior defendem a necessidade de medidas mais amplas para facilitar a visualização das lojas pelos consumidores. Próximo a inaugurar uma nova loja, Geraldo critica a falta de fiscalização, que, segundo ele, gera concorrência desleal. Ele considera a lei muito rígida para os padrões de propaganda e marketing atuais, apontando para discrepâncias nas fachadas de comércios da cidade.
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Audiência Pública e o Futuro da Lei Cidade Limpa
A audiência pública na Câmara reacendeu a polêmica, com a discussão centrada na possível adequação das exigências da lei. A exploração de mídia visual em edificações e o tamanho dos painéis padronizados são alguns dos pontos em pauta. A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP) se mantém contrária a qualquer alteração, argumentando que isso prejudicaria os comerciantes que já se adequaram às normas.
O futuro da Lei Cidade Limpa em Ribeirão Preto permanece incerto, com opiniões divididas entre os comerciantes e a necessidade de equilibrar a estética urbana com os interesses do setor empresarial.



