Presente na sessão desta terça-feira, presidente do Comercial garante que medida não foi manobra para evitar penhora
O estádio Francisco de Palma Travassos, pertencente ao Comercial de Ribeirão Preto, foi declarado patrimônio histórico, cultural e arquitetônico do município. A decisão foi tomada pela Câmara Municipal em sessão realizada na noite de ontem, com a presença do presidente do Comercial, Breno Espinela, que comemorou a iniciativa.
Preservação Histórica ou Manobra Financeira?
Embora a iniciativa seja vista como positiva para a preservação da história do estádio e do clube, a decisão gerou controvérsias. O presidente do Comercial negou que a medida tenha sido tomada para evitar a penhora do estádio devido às dívidas do clube, afirmando que estas estão equacionadas. Entretanto, a declaração do estádio como patrimônio público levanta questionamentos sobre o futuro das obrigações financeiras do Comercial.
Críticas e Alternativas
Adalberto Valadão, em entrevista, expressou sua discordância com a decisão da Câmara Municipal. Ele criticou a medida como uma forma de “tapar o sol com a peneira”, argumentando que existem outras alternativas para solucionar as dívidas do clube, sem recorrer à proteção do patrimônio público. Valadão defendeu uma gestão mais eficiente do clube, comparando a situação com casos de outros clubes que superaram suas dificuldades financeiras sem precisar de intervenções legislativas. Ele questionou o impacto da decisão sobre os credores do Comercial.
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A declaração do estádio como patrimônio público gera debates sobre a responsabilidade do poder público na gestão de clubes de futebol e as implicações dessa decisão para o futuro do Comercial de Ribeirão Preto e seus credores. A preservação da história do clube é indiscutível, mas as alternativas para solucionar a crise financeira sem comprometer a transparência e a responsabilidade fiscal precisam ser analisadas com cuidado.



