Antônio César Peghini, o Cézinha, é investigado por desvio de dinheiro e uso indevido de nota fiscal
Os vereadores de Certãozinho decidem hoje o futuro do vereador Antônio César Peguine (PMDB), acusado de desvio de dinheiro público e uso de documento falso para comprovar gastos com alimentação em seu mandato anterior.
Gastos Suspeitos
Entre as irregularidades, consta um gasto de R$ 521 em um empório no Mercadão de São Paulo, conhecido por vender queijos, vinhos, azeitonas e bacalhau, registrado em 16 de dezembro, uma semana antes do Natal. Além disso, a Polícia Civil investiga gastos suspeitos de R$ 3.800 entre março e dezembro de 2015, com indícios de refeições em curto intervalo de tempo e grande quantidade de alimentos em um mesmo dia, segundo o delegado Plausso Fernandes. Os próprios suspeitos confirmaram a falsidade das informações prestadas à Câmara.
Investigação e Indiciamento
As evidências levaram ao indiciamento do vereador e de sua assessora por peculato e uso de documento falso. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público. A Polícia Civil de Certãozinho baseou suas conclusões em provas materiais e testemunhais.
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Decisão da Câmara
A presidente da Câmara, Marcia Perassi, mencionou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, no qual o vereador deverá devolver os valores desviados. O Conselho de Ética da Câmara deu parecer favorável às investigações, encaminhando o resultado para a Procuradoria Jurídica. O plenário da Câmara decidirá hoje, após a sessão ordinária, entre a absolvição, uma punição ou a cassação do mandato. Apesar da decisão do Conselho de Ética pela absolvição, após o compromisso do vereador em devolver o dinheiro, a decisão final cabe aos vereadores. O vereador e sua assessora não foram encontrados para comentar o caso.



