Além da ‘taxa de congestionamento’, outros itens compõem o projeto; Marcelo Fontes explica na coluna ‘De Olho na Política’
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto discute a aprovação do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, após um ano de tramitação. A votação requer maioria qualificada (dois terços dos votos) e enfrenta três emendas.
Pedágio no Centro: Taxa de Congestionamento
Uma das propostas mais polêmicas é a implementação de uma taxa de congestionamento no centro da cidade, funcionando de forma dinâmica: mais cara em horários de pico e mais barata em momentos de menor fluxo. O Vereador Alessandro Maraca apresentou uma emenda para suprimir essa taxa, alegando que ela representa um problema grave para a cidade.
Outras Medidas do Plano de Mobilidade
Além do polêmico pedágio, o plano prevê subsídio para o transporte coletivo, criação de zonas de circulação de cargas com horários e áreas específicas, e a construção de 500 quilômetros de ciclovias. O objetivo é valorizar o transporte público, o uso de bicicletas e o deslocamento a pé até 2024. Há um diagnóstico de que apenas 18% dos deslocamentos na cidade são feitos por transporte coletivo, enquanto a média nacional é de 28%, indicando a necessidade de melhorias no sistema.
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Implicações e Desfecho
A proposta de pedágio gera controvérsia entre comerciantes e motoristas. A emenda do vereador Maraca busca retirá-la do texto final do plano. O debate destaca a necessidade de melhorar o transporte público em Ribeirão Preto, mas também a preocupação com o impacto de uma taxa de congestionamento na população.