Os 95 pontos seriam sorteados pela Prefeitura, mas em reunião, os ambulantes não aceitaram essa condição
A prefeitura de Ribeirão Preto publicou um decreto no Diário Oficial do município regularizando o comércio ambulante para o fim de ano, desde que em locais predefinidos e com regras específicas. A proposta inicial de sorteio dos locais, no entanto, gerou controvérsia.
Sorteio polêmico
Ambulantes cadastrados há mais tempo se manifestaram contra o sorteio, alegando que a medida poderia beneficiar recém-chegados e prejudicar quem atua na região há anos. Marilene dos Santos Nascimento, uma das ambulantes, explica que muitos que não eram ambulantes participaram do sorteio, enquanto alguns antigos ficaram de fora. O decreto previa 95 locais no quadrilátero central, para 87 ambulantes cadastrados.
Exigências e expectativas
Para obter a autorização, os ambulantes deveriam cumprir diversas exigências: inscrição como MEI, uso de coletes e crachás, comprovação de residência e venda apenas de produtos com nota fiscal. Apesar da situação incerta, muitos ambulantes continuam trabalhando, como Marilene, que vende morangos com chocolate, e Cláudio Marcos, que comercializa churros. Ambos defendem a necessidade de um espaço no centro da cidade, onde há maior fluxo de consumidores. Cláudio destaca a importância dos ambulantes como atrativo turístico da região central.
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Conflitos e opiniões divergentes
O conflito entre ambulantes e comerciantes estabelecidos persiste. Lojistas reclamam da ocupação do calçadão, enquanto os ambulantes buscam a permissão para trabalhar em uma área de grande circulação. Há, porém, opiniões favoráveis à coexistência, com alguns comerciantes mostrando-se compreensivos com a situação dos ambulantes, reconhecendo a importância do trabalho informal para muitas pessoas. A prefeitura de Ribeirão Preto foi procurada para comentar sobre a situação, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem.