Equipamentos fazem parte do programa ‘Guardiões da Cidade’, que começou a funcionar em 2022 e era um reforço na segurança
Câmeras de monitoramento instaladas no centro de Ribeirão Preto e integradas ao programa Guardiões da Cidade estão desativadas, segundo moradores e comerciantes. O sistema, que entrou em operação em 2022 como reforço à segurança pública, deixou de transmitir imagens há quase duas semanas, de acordo com a Prefeitura e a Polícia Militar.
Câmeras desligadas e relatos de insegurança
Moradores relatam sensação de vulnerabilidade desde a interrupção do serviço. Auri Andrade conta que já foi assaltada enquanto passeava pelo centro: — Estava pela calçada, a pessoa passou de bicicleta e me roubou; levaram meu celular. Para ela, apenas o policiamento presencial não é suficiente sem o apoio das imagens das câmeras.
O agente penitenciário Márcio José Gonçalves, que costuma fazer compras na região central, disse não se sentir seguro: — É um equipamento a mais para dar segurança à população. Quando algo acontece a gente não consegue acompanhar o que ocorreu naquele local.
Reforço técnico e previsão de retorno
Ao anunciar o programa Guardiões da Cidade, a Prefeitura e a Polícia Militar informaram que seriam instaladas 40 câmeras no centro — 16 unidades novas e 24 para substituição de equipamentos anteriores. No total há, atualmente, 40 câmeras na área central e mais 62 que monitoram a cidade, somando 102 unidades, e a administração diz que devem ser adquiridas outras 22 câmeras nos próximos meses.
O secretário da Casa Civil de Ribeirão Preto, Alessandro Irata, explicou que a interrupção ocorreu por um problema de infraestrutura e que a Polícia Militar precisou desativar a base no centro enquanto são feitas novas instalações no CPI. Segundo ele, os servidores já foram instalados na Coderp e os telões de monitoramento com espelhamento das imagens estão sendo preparados no CPI. A previsão é de retorno do monitoramento em aproximadamente uma semana.
Vigilância comunitária e impacto no comércio
Para Paulo César Garcia, presidente do Sincovap, o monitoramento era praticamente fundamental para comerciantes e consumidores: a câmera 24 horas instalada ajudava a evitar assaltos e a reduzir transtornos para lojistas e moradores. Além disso, ele destaca o papel da vigilância solidária, um grupo de mais de 400 participantes que compartilham imagens e informações entre lojas e empresas do centro.
Garcia ressalta, porém, que a vigilância comunitária tem limitações, sobretudo durante a madrugada, quando há menos pessoas nas ruas para observar e agir. Por isso, ele defende a reativação rápida das câmeras para ampliar a sensação de segurança na área.
Autoridades afirmam estar trabalhando na normalização do sistema e comerciantes e residentes aguardam a retomada das imagens como forma de reforçar a proteção no centro da cidade.



