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Caminhoneiros reclamam do não cumprimento do acordo do ‘frete mínimo’

De acordo com os motoristas, o valor pago pelo frete é inferior ao que foi acordado durante a 'greve dos caminhoneiros', em maio
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De acordo com os motoristas, o valor pago pelo frete é inferior ao que foi acordado durante a 'greve dos caminhoneiros', em maio

De acordo com os motoristas, o valor pago pelo frete é inferior ao que foi acordado durante a ‘greve dos caminhoneiros’, em maio

Acordo descumprido: Caminhoneiros enfrentam prejuízos com frete mínimo

Seis meses após a greve que paralisou o país, caminhoneiros relatam o descumprimento do acordo do frete mínimo. A falta de fiscalização eficaz tem gerado prejuízos significativos para a categoria, com muitos profissionais acumulando dívidas e até perdendo seus veículos.

Histórias de prejuízo: Caminhoneiros relatam dificuldades

O caso de Agostinho de Oliveira ilustra a situação dramática enfrentada por muitos caminhoneiros. Após inúmeros prejuízos com fretes abaixo do combinado, Agostinho se viu obrigado a vender seu caminhão e comprar uma van para continuar trabalhando. “A infração alta, petróleo caro… vendi o caminhão e comprei a van. A van foi trabalhar, batir a van e dar a van o que sobrou. Teve que comprar esse carro pra mim poder trabalhar”, desabafa.

Fiscalização ineficaz e luta por direitos

A situação de Agostinho não é um caso isolado. Muitos caminhoneiros relatam receber valores muito abaixo do estipulado na tabela de frete mínimo. A falta de fiscalização eficiente é apontada como a principal causa do problema. O sindicato dos caminhoneiros de Campinas afirma receber diversas denúncias, oferecendo orientação jurídica e auxiliando na montagem de processos para tentar resolver a situação. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirma realizar fiscalizações em rodovias e empresas, mas admite a precariedade do sistema e a necessidade de denúncias formais, com documentos comprobatórios. Enquanto isso, os caminhoneiros seguem na luta por seus direitos, buscando formas de garantir o cumprimento do acordo e a sobrevivência profissional.

Apesar das dificuldades e do descumprimento do acordo por parte de algumas empresas, a persistência dos caminhoneiros e a busca por soluções, como a denúncia formal e a orientação jurídica do sindicato, demonstram a luta pela sobrevivência e a busca por um mercado mais justo e transparente. A situação exige maior atenção das autoridades e um reforço na fiscalização para garantir o cumprimento da tabela de frete mínimo.

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