Pediatra, Ivan Savioli, tira dúvidas sobre a amamentação, que é tão importante para garantir a saúde dos bebês; ouça e entenda!
A semana mundial do aleitamento materno, celebrada em atrássto (Agosto Dourado), é um tema importante para pais e profissionais de saúde. Segundo o Dr. Ivã Savioli, em entrevista à CBN, o objetivo das campanhas como o Agosto Dourado é aumentar as taxas de aleitamento materno globalmente.
Desenvolvimento do Aleitamento Materno
O Dr. Savioli esclarece dúvidas comuns sobre a produção de leite. O colostro, líquido secretado antes do leite, é suficiente para nutrir o recém-nascido nos primeiros dias. A descida do leite pode demorar um pouco mais em mães que passaram por cesariana, mas geralmente não é um problema. Ele enfatiza que a mãe tem o direito de escolher se amamentará ou não, e que em casos de impossibilidade (como infecção por HIV), a fórmula infantil deve ser oferecida desde o nascimento.
Leite Materno: Qualidade x Quantidade
Uma questão frequente é a crença de que o leite materno pode ser “fraco”. O Dr. Savioli explica que não existe leite fraco, apenas produção insuficiente. A qualidade do leite é sempre excelente, adaptando-se às necessidades da criança, independente da quantidade produzida. A avaliação da produção de leite deve ser feita pelo pediatra, baseado no ganho de peso da criança, irritabilidade, frequência de mamadas e outros sinais.
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Amamentação: Livre Demanda e Rotina
A amamentação sob livre demanda, ou seja, sempre que o bebê demonstra fome, é a prática recomendada pela OMS. Definir horários fixos para as mamadas não é aconselhável, pois a criança pode não estar com fome no horário determinado. Quanto a acordar o bebê para mamar, a recomendação é que, no primeiro mês de vida, o bebê não passe mais de três horas sem mamar durante o dia e quatro horas à noite. Após o primeiro mês, os intervalos podem ser um pouco maiores. Em caso de dúvidas, a consulta ao pediatra é fundamental.
O aleitamento materno exclusivo é recomendado até os seis meses de idade, podendo ser complementado com outros alimentos até os dois anos ou mais. A orientação profissional é crucial para garantir a saúde e o desenvolvimento adequado do bebê.