Em Ribeirão Preto, 81% do público alvo foi atingido; no Estado de São Paulo, cobertura é de 92%
A campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite em crianças de um a cinco anos incompletos termina na próxima sexta-feira. Apesar de a prorrogação não ser ideal para o bloqueio total do vírus, a medida se tornou necessária devido à baixa adesão inicial.
Cobertura vacinal e metas
De acordo com a coordenadora de imunização do estado, Dra. Helena Sato, São Paulo atingiu 92% de cobertura vacinal. Ainda faltam cerca de 70 mil crianças vacinadas na faixa etária estipulada. A secretaria de saúde já havia observado baixa imunização em campanhas anteriores.
Causas da baixa adesão e estratégias de combate
Entre as possíveis causas para a baixa adesão, citam-se a disseminação de notícias falsas e o medo da vacinação. Para alcançar a meta de 95%, a campanha estendeu-se por 15 dias, obtendo resultados positivos. Estratégias como a ampliação do horário de funcionamento das salas de vacinação, a vacinação em creches e a extensão do atendimento para sábados e domingos foram adotadas em diversos municípios.
Importância da vacinação e esclarecimentos
A Dra. Sato destaca a importância da vacinação, principalmente para crianças de 1 a 4 anos, grupo mais suscetível a complicações como pneumonia. Ela esclarece que as contraindicações são raras, limitando-se a crianças imunocomprometidas. Adultos também podem ser vacinados, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. A última epidemia de sarampo em São Paulo ocorreu em 1997, com mais de 20 mil casos, reforçando a necessidade da imunização.
Em Ribeirão Preto, 24.435 crianças foram vacinadas (81% da meta), restando 30.108 crianças para serem imunizadas até sexta-feira. A campanha segue em andamento, com esforços conjuntos para atingir a meta e manter as doenças erradicadas.


