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Campanha do desarmamento tem números expressivos neste ano em Ribeirão

Somente no primeiro semestre 325 armas foram entregues, enquanto que em todo ano de 2016 apenas 226 foram recolhidas
desarmamento Ribeirão
Somente no primeiro semestre 325 armas foram entregues, enquanto que em todo ano de 2016 apenas 226 foram recolhidas

Somente no primeiro semestre 325 armas foram entregues, enquanto que em todo ano de 2016 apenas 226 foram recolhidas

Neste ano, a campanha de desarmamento em Ribeirão Preto já superou os números de todo o ano passado. Até o momento, 325 armas foram entregues à Polícia Federal, enquanto em 2022 foram 226. A iniciativa oferece indenizações que variam de R$ 150 a R$ 450, dependendo do tipo de armamento.

Procedência das Armas e Sanções

O delegado da Polícia Federal, Guilherme Biage, destaca que a origem das armas não é investigada. Armas sem registro ou com numeração raspada podem ser entregues sem risco de sanções para o doador. Apesar do aumento no número de armas recolhidas, muitas estão em péssimo estado de conservação, como garruchas.

Desarmamento e Segurança Pública: Uma Análise Crítica

O especialista em segurança pública Oswaldo Roberto Mício Jr. critica a campanha, argumentando que, na sua forma atual, não contribui para a redução da criminalidade. Ele afirma que o desarmamento prejudica o cidadão de bem, enquanto os criminosos permanecem armados. Essa situação aumenta o confronto entre marginais e forças de segurança, sobrecarregando os policiais, que também sofrem com a falta de efetivo e investimento.

Efetivo Policial e Apreensão de Armas

Mício Jr. aponta a grave defasagem no quadro de policiais civis, com um delegado para cada 3 ou 4 delegacias e uma alta demanda de casos por investigador (cerca de 1200). A Secretaria de Segurança Pública registrou a apreensão de 51 armas em operações policiais ostensivas em 2023, número inferior aos 155 registrados no mesmo período de 2022. Uma nova regulamentação do Ministério da Defesa determina que as armas apreendidas sejam repassadas ao Exército, gerando debates sobre sua eficácia no combate à criminalidade.

Em resumo, embora a campanha de desarmamento tenha apresentado um aumento significativo na quantidade de armas recolhidas, persistem questionamentos sobre sua efetividade na redução da criminalidade e na segurança pública, considerando a situação do efetivo policial e o poder de fogo dos criminosos.

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