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Campanha em São Carlos incentiva a preservação dos macacos

Falsa informação de que o animal seria transmissor da febre amarela fez aumentar os casos de violência contra o primata
preservação macacos
Falsa informação de que o animal seria transmissor da febre amarela fez aumentar os casos de violência contra o primata

Falsa informação de que o animal seria transmissor da febre amarela fez aumentar os casos de violência contra o primata

Mesmo com a ocorrência de casos de febre amarela, é importante esclarecer que apenas mosquitos transmitem a doença. Macacos doentes não infectam humanos. Essa é a mensagem central da campanha de conscientização intensificada pelo Parque Ecológico de São Carlos, motivada pelo aumento de casos de agressão e envenenamento de macacos.

Ações de conscientização

O biólogo Francisco Rogério Pascual explica que a intensificação da campanha começou com os primeiros casos da doença em 2023. As ações incluem visitas orientadas a escolas, palestras e a disseminação de informações em eventos escolares. A estratégia foca no público infantil como disseminador da mensagem, contando com a capacidade das crianças de levar o conhecimento para suas famílias e comunidades, conscientizando sobre a importância de respeitar os animais, não alimentá-los e mantê-los em seu habitat natural.

Situação dos macacos no parque

Em 2017, 13 macacos chegaram ao parque com ferimentos, sendo que 10 apresentavam algum tipo de lesão. Atualmente, o parque cuida de dois filhotes órfãos, vítimas de espancamento. Um macaco adulto sofreu sequelas neurológicas após ser apedrejado. Animais que saem do seu habitat, mesmo após tratamento, não conseguem retornar à vida selvagem, devido à dificuldade de reinserção social. Macacos adultos, muitas vezes expulsos de seus grupos, acabam perdidos em áreas urbanas, demandando atenção da população.

O macaco como indicador e a importância da vacinação

O biólogo Horácio Teles reforça que a morte de macacos indica a circulação do vírus da febre amarela, alertando as autoridades sanitárias e a população sobre a necessidade de vacinação. Os macacos não transmitem a doença a humanos; os mosquitos são os vetores. Além disso, os macacos desempenham um papel crucial na dispersão de sementes, contribuindo para a preservação da biodiversidade. A aproximação dos macacos dos humanos é resultado da disponibilidade de alimento deixado pelas pessoas, um comportamento que precisa ser interrompido. A prevenção à febre amarela se dá exclusivamente pela vacinação, disponível em postos de saúde. Ribeirão Preto, por exemplo, apresenta alta cobertura vacinal.

Portanto, a preservação dos macacos é fundamental, tanto para o equilíbrio do ecossistema quanto para a saúde pública. A conscientização da população sobre a importância da convivência respeitosa com esses animais e a busca pela vacinação são medidas cruciais para a prevenção da febre amarela e a manutenção da biodiversidade.

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