Janeiro é um mês tradicionalmente dedicado a reflexões sobre saúde, e a campanha ‘Janeiro Verde’ chama atenção para a prevenção do câncer do colo do útero, um dos tipos mais comuns entre as mulheres, que pode ser prevenido e tratado com medidas simples.
De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 17 mil novos casos da doença foram registrados no Brasil em 2024. A maioria está diretamente relacionada à infecção pelo HPV, vírus que pode ser combatido com vacinação e detecção precoce.
Diagnóstico
O câncer do colo do útero é considerado uma das doenças com maior potencial de prevenção. Segundo o oncologista Diocésio Andrade, há tanto a prevenção primária, com a vacina, quanto a prevenção secundária, feita por meio de exames de rotina.
Entre os principais exames estão o Papanicolau e a pesquisa do HPV DNA, capazes de identificar lesões iniciais antes que evoluam para o câncer. Esses exames fazem parte do acompanhamento ginecológico regular e permitem tratamento precoce, com altas chances de cura.
Sintomas
Embora muitas vezes seja silencioso nas fases iniciais, o câncer do colo do útero pode apresentar sinais de alerta. Entre os sintomas mais comuns estão, sangramento vaginal fora do período menstrual, dor intensa após a relação sexual associada a sangramento e infecção urinária de repetição.
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O médico alerta que esses sintomas também podem estar relacionados a outras doenças ginecológicas. Por isso, a recomendação é procurar um ginecologista sempre que houver alterações, reforçando a importância da consulta anual como medida preventiva.
Vacinação
A vacinação contra o HPV é uma das principais estratégias de prevenção do câncer do colo do útero. No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 9 a 14 anos, de ambos os sexos, com prorrogação da faixa etária até 19 anos no primeiro semestre deste ano.
Também têm acesso gratuito à vacina pessoas imunossuprimidas, como pacientes com HIV, transplantados ou em tratamento contra outros cânceres. No setor privado, a vacina está disponível para mulheres de diferentes faixas etárias.
Proteção
Mesmo para quem já iniciou a vida sexual, a vacina continua sendo indicada. Segundo o especialista, a versão nonavalente, disponível na rede privada, protege contra nove tipos de HPV e pode beneficiar mulheres de até 49 anos.
Ainda que a pessoa já tenha tido contato com um tipo do vírus, a imunização oferece proteção contra os demais. Experiências internacionais, como na Austrália, já demonstram queda significativa na incidência da doença após a adoção ampla da vacinação.



