Estudo aponta que 11 mil pessoas devem ser diagnosticadas com a doença no Brasil anualmente; oncologista fala do tema
Maio também é conhecido como o mês de conscientização sobre o câncer de cérebro, o “Maio Cinza”. Apesar de ser um tipo de tumor menos frequente, estima-se que atinja cerca de 11 mil pessoas anualmente entre 2023 e 2025. Para esclarecer dúvidas sobre a doença, conversamos com o médico oncologista Carlos Frué.
Tipos de Câncer Cerebral e seu Desenvolvimento
O Dr. Frué explica que existem dois tipos principais: o câncer primário, que se origina no cérebro, e o câncer metastático, que se espalha de outras partes do corpo para o cérebro. Um exemplo comum é o câncer de pulmão que se metastatiza para o cérebro. É crucial diferenciar esses tipos, pois o tratamento varia significativamente. Os 11 mil casos estimados referem-se principalmente aos cânceres primários. Metástases no sistema nervoso central são, na verdade, mais comuns.
Tratamento e Diagnóstico
O tratamento para câncer cerebral primário pode ser agressivo, envolvendo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo da agressividade do tumor e da sua localização. A cirurgia só é indicada se houver possibilidade de remoção completa do tumor sem causar sequelas graves. A localização do tumor influencia a complexidade do tratamento e a possibilidade de sequelas, como dificuldades de fala, locomoção ou respiração. O diagnóstico precoce é fundamental, pois os sintomas podem ser variados e inespecíficos.
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Sinais de Alerta e Importância da Investigação Médica
O Dr. Frué destaca alguns sinais de alerta que merecem atenção médica: quedas inexplicáveis, dificuldades de fala (afasia), dores de cabeça persistentes e intensas que não respondem a analgésicos comuns. Qualquer um desses sintomas requer investigação médica para descartar a possibilidade de um tumor cerebral. A prevenção, através de hábitos de vida saudáveis, também é importante.
Em resumo, o câncer cerebral, apesar de raro, é uma doença grave que requer atenção médica imediata diante de sintomas suspeitos. A conscientização, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar o prognóstico dos pacientes.


