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Campanha ‘Setembro Verde’ reforça a importância da doação de órgãos

Especialistas afirmam que os maiores empecilhos são os mitos que existem quando o assunto é a morte
doação de órgãos
Especialistas afirmam que os maiores empecilhos são os mitos que existem quando o assunto é a morte

Especialistas afirmam que os maiores empecilhos são os mitos que existem quando o assunto é a morte

Setembro Verde: Campanha busca conscientizar sobre doação de órgãos em Ribeirão Preto

Movimento em Ribeirão Preto

A cidade de Ribeirão Preto realiza durante o mês de setembro uma campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, o Setembro Verde. A iniciativa inclui palestras, debates e distribuição de panfletos na Praça XV, além de um passeio ciclístico para mobilizar a população.

A realidade dos transplantes

De acordo com Judite do Santo Silva, enfermeira-chefe da Organização de Procura de Órgãos, a campanha também prevê um encontro entre familiares de doadores, receptores e pessoas na fila de espera. A intenção é aproximar a população dessa realidade, mostrando os relatos e experiências de cada um envolvido. A fila de espera por transplantes em São Paulo é extensa: 189 pessoas aguardam por um coração, quase mil por um fígado, 47 por um pâncreas, mais de 400 por um pulmão e 508 por pâncreas e rim (casos de diabéticos). O número mais alarmante é o de transplantes de rim, com cerca de 13 mil pessoas na fila.

Desafios e mitos da doação

Para a enfermeira Judite, a falta de conscientização e a existência de mitos em torno da doação de órgãos são grandes obstáculos. Ela enfatiza a importância da conversa familiar sobre o tema, desmistificando a ideia de que a doação implica em não dar um adeus digno ao ente querido. A doação de órgãos sólidos, explica, só ocorre após a constatação da morte encefálica, geralmente em situações como acidentes, derrames ou paradas cardíacas irreversíveis. Até ontem, foram notificados 146 possíveis doadores de morte encefálica, mas apenas 44 (30%) se tornaram doadores efetivos. Em mais de 44% dos casos (36 famílias), houve recusa à doação. Uma única pessoa doadora pode salvar, no mínimo, oito vidas, podendo chegar a mais dependendo da idade e saúde do doador. A autorização para doação de órgãos é feita exclusivamente pela família, diferentemente do passado, quando era possível registrar a vontade na carteira de habilitação ou RG. A organização de procura de órgãos pode ser contatada pelo telefone 3602-2777 para tirar dúvidas e fornecer orientações.

A campanha Setembro Verde em Ribeirão Preto demonstra a necessidade contínua de informação e debate sobre a doação de órgãos, buscando sensibilizar a população e aumentar o número de doadores, contribuindo assim para salvar milhares de vidas.

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