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Canabidiol pesquisado pela USP Ribeirão atrásra será vendido em farmácias

Foram mais de 35 anos de pesquisa para que o medicamento para epilepsia pudesse ser comercializado
Canabidiol farmácias
Foram mais de 35 anos de pesquisa para que o medicamento para epilepsia pudesse ser comercializado

Foram mais de 35 anos de pesquisa para que o medicamento para epilepsia pudesse ser comercializado

Após mais de três décadas de pesquisas, o Brasil finalmente conta com seu primeiro medicamento à base de cannabis produzido nacionalmente: o Cannabisdiol. Desenvolvido pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto em parceria com uma indústria farmacêutica paranaense, o fármaco chega ao mercado como uma importante alternativa para o tratamento da epilepsia grave refratária.

Um marco para pacientes com epilepsia

A comercialização do Cannabisdiol representa uma vitória significativa para pacientes e familiares que, até então, enfrentavam dificuldades para acessar medicamentos à base de cannabis. Marcela Mendonça, mãe de uma criança com epilepsia, destaca a luta por anos em batalhas judiciais para importar o medicamento, um processo que podia levar até dois meses e meio. Com o Cannabisdiol produzido no Brasil, espera-se reduzir significativamente o tempo de espera e os obstáculos burocráticos.

Desafios e perspectivas

Apesar da conquista, desafios permanecem. A produção do Cannabisdiol no Brasil depende da importação de insumos, já que o plantio de cannabis sativa é proibido no país. O alto custo do medicamento, com uma caixa de 30ml custando mais de R$ 2 mil, também é uma barreira para muitos pacientes. A venda é feita sob receita médica, com controle rigoroso. O medicamento é indicado apenas para casos de epilepsia grave e refratária, ou seja, quando outros tratamentos não apresentaram resultados positivos. José Alexandre Cripa, pesquisador envolvido no projeto, ressalta a eficácia comprovada em estudos clínicos, com redução significativa de crises e melhora na qualidade de vida dos pacientes.

O futuro do Cannabisdiol

A expectativa é que o preço do medicamento diminua nos próximos três anos, com a produção do Cannabisdiol sintético. A eliminação da etapa de purificação da planta deve reduzir significativamente os custos de produção, tornando o tratamento acessível a um maior número de pacientes. A chegada do Cannabisdiol às farmácias brasileiras representa um avanço considerável na área médica, oferecendo esperança e uma nova perspectiva para o tratamento da epilepsia grave.

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