Oncologista Cristiane Mendes, explica que o consumo excessivo de carne vermelha pode causar a doença
O câncer colorretal é um desafio de saúde pública no Brasil, ocupando a segunda posição em incidência entre homens e mulheres, atrás apenas do câncer de próstata e de mama, respectivamente. A estimativa é de 40 mil novos casos por ano, número que pode triplicar até 2030, segundo a médica oncologista Cristiane Mendes.
Fatores de Risco e Diagnóstico Precoce
A Dra. Mendes destaca a forte associação entre o estilo de vida e o desenvolvimento do câncer colorretal. O consumo excessivo de carne vermelha e alimentos processados, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo são fatores de risco importantes. A doença é mais comum em pessoas acima de 50 anos, mas pode afetar adultos mais jovens, especialmente aqueles com histórico familiar ou doenças inflamatórias intestinais. Sintomas como alterações no hábito intestinal (prisão de ventre, diarreia, irregularidade), sangue nas fezes, perda de peso inexplicável, dor abdominal e massa palpável merecem atenção médica. A colonoscopia, um exame que permite a visualização direta do intestino, é fundamental para o diagnóstico precoce, sendo recomendada a partir dos 45 anos, podendo ser antecipada para indivíduos com histórico familiar.
Prevenção e Tratamento
A prevenção é crucial, e a Dra. Mendes enfatiza a importância de hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do tabagismo e do alcoolismo. A detecção de pólipos benignos durante a colonoscopia requer acompanhamento médico, pois podem se tornar malignos. O tratamento varia de acordo com o estágio da doença, podendo incluir cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, colostomia (bolsa de colocação externa). Mesmo em casos avançados, o tratamento está disponível, buscando minimizar os impactos na qualidade de vida do paciente.
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Em suma, a conscientização sobre os fatores de risco, a importância do diagnóstico precoce por meio da colonoscopia e a adoção de um estilo de vida saudável são essenciais para reduzir a incidência e melhorar o prognóstico do câncer colorretal. O acesso ao tratamento adequado e a abordagem individualizada garantem a melhor qualidade de vida para os pacientes, mesmo após o diagnóstico.



