Oncologista, Carlos Fruêti, alerta para o diagnóstico prematuro da doença que afeta principalmente homens acima dos 40 anos
O câncer de boca, sexto tumor mais comum no mundo, merece atenção especial. Mais comum em homens acima de 40 anos, muitas vezes é diagnosticado em estágios avançados. Em 2022, foram estimados 15 mil novos casos no Brasil.
Características e Identificação do Câncer de Boca
O câncer de boca é apenas uma localização dos cânceres de cabeça e pescoço, que incluem também cânceres de orofaringe e laringe. A principal causa é o tabagismo, e o risco triplica quando combinado com o consumo de álcool. As lesões podem se manifestar como aftas que não cicatrizam, úlceras que sangram facilmente, ou outras alterações na boca. Muitas vezes, o dentista é o primeiro a identificar essas lesões durante uma consulta de rotina.
Diagnóstico e Tratamento
Nem sempre o câncer de boca apresenta sintomas, tornando o diagnóstico precoce crucial. Feridas na boca que não cicatrizam em duas semanas, lesões que sangram ao escovar os dentes ou espontaneamente, devem ser investigadas imediatamente por um oncologista ou cirurgião de cabeça e pescoço. O tratamento principal é a cirurgia, com a extensão dependendo do estágio da doença. Diagnósticos precoces permitem cirurgias menores e menos invasivas, minimizando efeitos colaterais. Em casos avançados, quimioterapia e radioterapia podem ser necessárias.
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Prevenção
A prevenção foca em evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, principais fatores de risco para o câncer de boca. Para os cânceres de orofaringe, a vacina contra o HPV (Papiloma Vírus Humano) também é fundamental, disponível gratuitamente no SUS para adolescentes.
A detecção precoce é vital para o sucesso do tratamento do câncer de boca, aumentando as chances de cura e reduzindo sequelas. A consulta regular ao dentista é fundamental para a identificação de lesões suspeitas e o encaminhamento adequado para especialistas.



