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Câncer de colo do útero: como se prevenir?

Tumor é o terceiro mais comum entre as mulheres em todo o mundo; médico oncologista explica mais sobre a doença
Câncer de colo do útero
Tumor é o terceiro mais comum entre as mulheres em todo o mundo; médico oncologista explica mais sobre a doença

Tumor é o terceiro mais comum entre as mulheres em todo o mundo; médico oncologista explica mais sobre a doença

O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. No estado de São Paulo, estão previstos 2.559 casos para o ano de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Esse tipo de câncer tem alta possibilidade de prevenção, já que sua principal causa é a infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano), transmitido por via sexual.

Transmissão e sintomas: De acordo com o médico oncologista Dr. Diocésio Andrade, cerca de 95% dos casos de câncer de colo do útero estão relacionados ao HPV. Os sintomas que podem indicar a presença da doença incluem sangramento vaginal fora do período menstrual, dor e sangramento durante a relação sexual, infecções urinárias recorrentes e dor pélvica persistente. Mulheres que apresentarem esses sinais devem procurar um ginecologista para avaliação.

Prevenção: O câncer de colo do útero é considerado um dos tipos de câncer mais preveníveis. A prevenção primária ocorre por meio da vacinação contra o HPV, disponível no Programa Nacional de Imunização para meninas e meninos de 9 a 14 anos e para pessoas imunodeprimidas em faixa etária mais ampla. Além disso, a vacinação pode ser realizada em clínicas particulares para casos específicos, mesmo em adultos que já iniciaram a vida sexual, após avaliação médica.

A prevenção secundária é feita por meio do exame de Papanicolau, que detecta lesões pré-malignas no colo do útero, permitindo tratamento precoce e evitando a evolução para câncer.

Importância da vacinação e outras medidas

Dr. Diocésio destaca que a vacinação em adolescentes é fundamental para reduzir a incidência da doença, citando como exemplo a Austrália, onde a vacinação iniciada em 2000 resultou em queda significativa nos casos de câncer de colo do útero. Além da vacina, o uso de preservativos e a redução do número de parceiros sexuais são medidas importantes para diminuir o risco de infecção pelo HPV.

Esclarecimentos sobre a vacina: A vacina contra o HPV é aplicada em três doses, nos meses zero, dois e seis. Para adultos que não possuem registro vacinal, a repetição da vacina não apresenta problemas. Testes genéticos podem ser realizados para verificar a presença do vírus e orientar a vacinação. A vacina mais comum no programa público é a tetravalente, mas existem versões mais recentes, como a nona valente, disponíveis em clínicas particulares.

Entenda melhor

O câncer de colo do útero é um dos poucos tipos de câncer que podem ser prevenidos com vacina. A combinação da vacinação em adolescentes, exames regulares e práticas sexuais seguras contribui para a redução significativa da incidência da doença.

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