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Câncer de pênis ainda causa amputações e mortes no Brasil, alerta especialista

Doença é considerada prevenível e pode ter cura quando diagnosticada precocemente, segundo urologista
pênis
Reprodução/Freepik

Apesar de ser considerado raro em muitos países, o câncer de pênis ainda registra números preocupantes no Brasil. Entre janeiro de 2021 e novembro de 2025, foram realizadas 2.949 amputações parciais ou totais do órgão no país, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS.

No mesmo período, 2.359 pacientes morreram em decorrência da doença. Especialistas alertam que a condição é altamente prevenível e que o diagnóstico precoce pode evitar tratamentos mais agressivos. De acordo com o médico uro-oncologista Luís César Zaccaro, a doença ainda é considerada um problema relevante de saúde pública no país, principalmente por falta de informação e demora na procura por atendimento médico.

Em Ribeirão Preto, pelo menos 15 pacientes estão em tratamento para esse tipo de câncer, muitos deles atendidos pelo sistema público de saúde.

“Muitas vezes os homens acabam negligenciando o tratamento por vergonha, e isso dificulta o diagnóstico precoce”, explica o médico.

Sintomas

Entre os principais sinais de alerta estão lesões no pênis que não cicatrizam após cerca de duas semanas. Em alguns casos, as feridas podem apresentar endurecimento ou secreção. Segundo o especialista, infecções causadas pelo HPV também podem estar associadas ao surgimento da doença.

“Toda lesão no pênis que dura cerca de duas semanas e não cicatriza precisa ser investigada”, alerta Zaccaro.

A falta de higiene adequada e a presença de fimose estão entre os principais fatores de risco para o câncer de pênis. A vacinação contra o HPV também é apontada como uma importante forma de prevenção. No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos.

Diagnóstico

Segundo o especialista, quando a doença é identificada em estágio inicial, o tratamento pode ser feito com pequenas cirurgias e sem comprometimento das funções urinária ou sexual. No entanto, casos diagnosticados em fase avançada podem exigir procedimentos mais complexos, incluindo a amputação parcial ou total do órgão.

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