CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Câncer infantil lidera ranking de causas de mortes por doenças em crianças e adolescentes no Brasil

Pediatra Ivan Savioli explica a incidência da doença na população de 0 a 19 anos, no país; ouça na coluna 'Filhos e Cia'
Câncer infantil
Pediatra Ivan Savioli explica a incidência da doença na população de 0 a 19 anos, no país; ouça na coluna 'Filhos e Cia'

Pediatra Ivan Savioli explica a incidência da doença na população de 0 a 19 anos, no país; ouça na coluna ‘Filhos e Cia’

A cada três minutos, uma criança morre de câncer; a cada ano, mais de 400 mil crianças e adolescentes (de 0 a 19 anos) são diagnosticados com a doença no mundo. No Brasil, a estimativa é de 4.310 novos casos em meninos e 4.150 em meninas anualmente entre 2020 e 2023, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tipos de Câncer Mais Comuns

Os tipos de câncer mais prevalentes variam de acordo com a faixa etária. Entre zero e dez anos, os tumores mais comuns são leucemia, tumores do sistema nervoso central e linfomas (cânceres do sistema linfático). Na adolescência (10 a 19 anos), os linfomas, tumores ósseos, leucemias e tumores do sistema nervoso central são os mais frequentes. Embora menos comum em crianças do que em adultos, o câncer é uma causa significativa de mortalidade infantil e juvenil.

Sintomas e Diagnóstico Precoce

É importante destacar que os sintomas do câncer infantil são inespecíficos e podem ser confundidos com outras doenças. Alguns sinais de alerta incluem febre persistente (mais de sete dias sem causa aparente), dor óssea (comum em leucemias e tumores ósseos), manchas roxas na pele (petéquias), sangramentos intensos sem causa aparente, olho branco em fotografias (possível sinal de retinoblastoma), estrabismo súbito, aumento de gânglios linfáticos que persistem por mais de duas semanas, dor de cabeça progressiva que piora com o tempo e pode acordar a criança à noite ou causar vômitos, aumento do tamanho da barriga e perda de peso inexplicada. O diagnóstico precoce é crucial para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Qualquer sintoma persistente deve ser avaliado por um pediatra.

Tratamento e Causas

O tratamento do câncer infantojuvenil varia de acordo com o tipo de câncer e pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia direcionada. Muitas vezes, uma combinação de tratamentos é utilizada. Embora as causas exatas do câncer infantil ainda não sejam totalmente compreendidas, fatores genéticos, mutações genéticas pós-natais, fatores ambientais (como exposição solar), infecções (como HIV) e algumas drogas são considerados fatores de risco. O estilo de vida, no entanto, não é um fator de risco significativo na infância e adolescência, embora possa ter consequências futuras. A sobrevida média para o câncer infantojuvenil no Brasil é de 64% após cinco anos do diagnóstico, mas esse número varia significativamente dependendo do tipo de câncer e do estágio da doença. Para alguns tipos de leucemia, a taxa de cura pode chegar a 90%.

A conscientização sobre os sinais de alerta e a busca por atendimento médico precoce são fundamentais para melhorar o prognóstico e as chances de cura para crianças e adolescentes com câncer.

Compartilhe

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.