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Câncer nos testículos é mais comum em homens entre 15 e 35 anos

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Câncer nos testículos
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O câncer de testículo, embora represente uma pequena porcentagem dos tumores em homens (cerca de 5%), é uma preocupação significativa, especialmente entre os 15 e 35 anos. A detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para o sucesso da cura. Abordaremos os sinais de alerta, as opções de tratamento e o impacto na fertilidade.

Sinais de Alerta e Diagnóstico

O principal sinal de alerta do câncer de testículo é o aumento de volume em um ou ambos os testículos. Esse crescimento geralmente é lento e pode ou não ser acompanhado de dor. Em casos raros, a pele que reveste o escroto é afetada, o que geralmente indica um estágio mais avançado da doença. A maioria dos casos se manifesta como um aumento testicular unilateral e doloroso.

Tratamento e Taxas de Cura

O câncer de testículo se destaca entre os tumores por apresentar uma alta taxa de cura, em torno de 90%. Essa estatística encorajadora se mantém tanto em estágios iniciais quanto avançados da doença. O tratamento envolve a remoção cirúrgica do testículo afetado, realizada através de uma incisão na região inguinal para evitar a disseminação da doença. A quimioterapia, geralmente intensiva e de curta duração, pode ser utilizada como complemento à cirurgia ou, em alguns casos, precedê-la. A radioterapia tem sido menos utilizada nos últimos anos, especialmente em casos de seminoma. Para tumores não seminomatosos, a quimioterapia continua sendo a principal opção de tratamento.

Fertilidade e Sexualidade

Uma preocupação comum entre os pacientes diagnosticados com câncer de testículo, especialmente por afetar homens em idade fértil, é o impacto na sexualidade e fertilidade. A remoção de um testículo geralmente não afeta a sexualidade, pois o testículo remanescente compensa a produção de espermatozoides e testosterona. No entanto, a quimioterapia pode comprometer a fertilidade. Por isso, recomenda-se a preservação do esperma antes do início do tratamento. Após a quimioterapia, a contagem e a motilidade dos espermatozoides são monitoradas para avaliar a capacidade de fertilização. Caso a fertilidade seja afetada, técnicas de fertilização in vitro podem ser consideradas, utilizando o esperma preservado ou, se necessário, esperma fresco.

Embora a doença raramente tenha uma causa genética direta, pacientes com câncer de testículo apresentam um risco aumentado de desenvolver melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele. A prevenção, incluindo evitar a exposição excessiva ao sol e realizar consultas dermatológicas anuais, é fundamental.

Diante de qualquer alteração nos testículos, é fundamental procurar avaliação médica. A detecção precoce e o tratamento adequado oferecem altas chances de cura.

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