Propagandas eleitorais em rádio e TV terminam nesta quinta-feira (24); Bruno Silva comenta na coluna ‘De Olho na Política’
O segundo turno das eleições municipais em Ribeirão Preto, Candidatos traçam as últimas estratégias antes do segundo turno em Ribeirão, São Paulo, está em sua reta final, com os candidatos buscando consolidar apoios e apresentar propostas para conquistar o eleitorado das maiores cidades da região, como Ribeirão Preto e Franca. A disputa tem evidenciado diferenças significativas entre os candidatos, tanto em suas trajetórias políticas quanto nas soluções que propõem para os desafios da cidade.
Nas últimas semanas, os candidatos participaram de entrevistas no programa Manhã CBN, onde detalharam suas propostas. No entanto, a campanha tem sido marcada por ataques pessoais e tentativas de desconstrução, tanto nas redes sociais quanto em debates presenciais. Apesar disso, especialistas ressaltam que, após as eleições, será necessário diálogo e composição política para governar efetivamente.
Desafios prioritários para Ribeirão Preto
Entre os principais desafios que a próxima gestão municipal deverá enfrentar estão a saúde, a educação, a mobilidade urbana e a infraestrutura. A mobilidade, em especial, tem sido um tema recorrente nas discussões, dada a crescente demanda e os problemas enfrentados na cidade. Além disso, a questão das queimadas, que afetam a região, exige preparo da defesa civil e articulação com governos estaduais e federais para evitar novos episódios.
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A distribuição de água e a manutenção da infraestrutura urbana também são temas centrais, pois impactam diretamente a qualidade de vida dos moradores. A prefeitura e os vereadores têm papel fundamental na decisão, articulação e implementação de políticas públicas que atendam a essas demandas.
Perfil dos candidatos e apoios políticos: Na disputa, o candidato Marco Aurélio tem buscado se aproximar da gestão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e do prefeito de Joinville, citando essas referências em suas campanhas como modelos para uma possível transformação em Ribeirão Preto. Ele se apresenta como uma renovação, alguém que não vem do meio político tradicional.
Por outro lado, Ricardo Silva conta com apoios importantes, como o do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, e do governador Tarcísio de Freitas. Ambos os candidatos pertencem a campos políticos semelhantes, mas rivalizam pelo apoio local. Ricardo Silva tem construído uma narrativa de político experiente, com conhecimento público e habilidade para obter recursos e articular apoios.
Consolidação de lideranças e cenário político local
A disputa também representa a consolidação de novas lideranças em Ribeirão Preto. Ricardo Silva é uma figura já estabelecida na cidade, enquanto Marco Aurélio tenta se projetar como uma alternativa. Outras lideranças, apoiadas pelo atual prefeito Duarte Nogueira, não avançaram além do primeiro turno, o que demonstra a complexidade do cenário político local.
O cargo de prefeito em uma cidade da dimensão e importância de Ribeirão Preto é estratégico, o que intensifica a campanha e eleva o nível dos debates e ataques pessoais. A reta final das eleições é crucial, pois, apesar das pesquisas indicarem tendências, sempre há fatores imponderáveis, como o comportamento dos eleitores indecisos, a taxa de abstenção e votos em branco ou nulo.
Entenda melhor
Para o eleitor, é fundamental refletir sobre o tipo de futuro desejado para a cidade, considerando propostas e projetos que impactem diretamente o cotidiano. É importante não se basear apenas em promessas vazias ou em discursos retóricos, mas avaliar a capacidade dos candidatos de implementar políticas públicas eficazes. A política é, por natureza, um espaço de composição e negociação, e a governabilidade dependerá da habilidade do eleito em dialogar com diferentes setores.
Assim, a escolha no segundo turno deve levar em conta não apenas o momento da campanha, mas uma análise ampla das necessidades da cidade e da experiência dos candidatos para enfrentá-las.