Medicações devem ser utilizadas de maneira consciente dentro das indicações de um especialista; entenda mais!
Nos últimos dias, houve um aumento significativo na procura e venda das chamadas “canetas para emagrecer”, ‘Canetas para emagrecer’, medicamentos originalmente indicados para o tratamento do diabetes e da obesidade. Após a liberação da Anvisa para o uso fracionado do medicamento Monjaro, inclusive com entrega por delivery, cresceu o uso indiscriminado desses remédios por pessoas sem prescrição médica.
O endocrinologista Dr. Mateus Ventimetti alertou para os riscos da utilização desses medicamentos sem acompanhamento profissional. Segundo ele, ‘Canetas para emagrecer’, essas drogas são aprovadas para pacientes com diabetes e obesidade, mas o uso fora das indicações, com doses inadequadas e sem controle médico, pode aumentar a incidência de efeitos colaterais.
Dr. Ventimetti destacou que, apesar de serem medicamentos considerados seguros quando usados corretamente, a Anvisa estabeleceu a retenção das receitas para controlar a venda e evitar o uso indiscriminado. Antes da resolução, era comum a venda sem receita nas farmácias, mesmo sendo medicamentos de tarja vermelha, o que facilitava o acesso indevido.
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Uso inadequado e riscos: O especialista explicou que muitos usuários adquirem o medicamento sem indicação médica, às vezes com orientações de pessoas não qualificadas, o que pode levar a doses erradas e aumento dos efeitos colaterais. Ele ressaltou que a maioria dos relatos de efeitos adversos ocorre em casos de uso incorreto, como a administração diária de doses que deveriam ser semanais.
Importância do acompanhamento multidisciplinar: O tratamento da obesidade e do diabetes requer acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, incluindo endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos. Além da medicação, é fundamental a mudança no estilo de vida, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios, cuidados com o sono e aspectos emocionais.
Custo e alternativas: Os medicamentos têm custo elevado, variando entre R$ 1.000 e R$ 1.500 por mês, o que pode limitar o tratamento contínuo. Dr. Ventimetti destacou que existem outras opções, com custo mais acessível, que podem ser indicadas pelo médico conforme a situação do paciente.
Controle da venda e segurança: A nova resolução da Anvisa, que entrou em vigor 60 dias após sua publicação, exige a retenção da receita nas farmácias para garantir que o medicamento seja prescrito apenas para quem realmente necessita e por profissionais habilitados. Isso visa evitar a falta do medicamento para pacientes diabéticos que dependem do tratamento.
Entenda melhor
O uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento pode causar efeitos colaterais como náuseas, vômitos e diarreia, que geralmente ocorrem no início do tratamento e podem ser manejados com orientação médica. O tratamento adequado da obesidade e diabetes é complexo e deve ser individualizado, considerando fatores clínicos, emocionais e sociais.



