Número de pacientes com sintomas de Covid-19 e dengue, explodiu nas últimas semanas; Rodrigo Stabeli comenta o cenário
Os hospitais de Ribeirão Preto estão em situação crítica devido à superlotação, com unidades como o Hospital das Clínicas e a Santa Casa operando acima da capacidade. A situação se agravou a ponto da Santa Casa pedir à regulação municipal para interromper o encaminhamento de pacientes por 24 horas na quarta-feira, devido à alta demanda.
Causas da Superlotação
O aumento significativo de casos de dengue, Covid-19 e outras doenças respiratórias é a principal causa da superlotação. O pesquisador Rodrigo Estabeli destaca a falta de atenção primária voltada para a dengue como um fator crucial. A ausência de atendimento exclusivo para dengue sobrecarrega as unidades de emergência, situação observada também em outras cidades brasileiras. Além disso, o aumento de casos de Covid-19, mesmo com a queda na mortalidade após a vacinação, e a coincidência com a sazonalidade de doenças respiratórias, contribuem para o problema.
Soluções e Ações Necessárias
Estabeli enfatiza a importância da atenção primária nos postos de saúde para o tratamento da dengue e de outras doenças respiratórias, evitando a sobrecarga nas unidades de emergência. A confusão entre os sintomas iniciais da dengue e de síndromes respiratórias agrava o problema, demandando a implementação de filas diferenciadas para cada tipo de sintoma. A baixa procura pela vacina contra a dengue, mesmo com doses disponíveis, também preocupa. O Ministério da Saúde anunciou a ampliação da vacinação para mais 625 cidades, incluindo Franca e Barretos, que já registraram mortes por dengue.
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Perspectivas e Considerações Finais
Apesar da situação preocupante, há uma luz no fim do túnel com a ampliação da vacinação contra a dengue. A disponibilidade da vacina no sistema público de saúde brasileiro e a sua eficácia são pontos positivos. Entretanto, a conscientização da população sobre a importância da vacinação e a busca por atendimento adequado em unidades básicas de saúde são fundamentais para aliviar a pressão sobre os hospitais e evitar novas crises de superlotação.