Réu da Operação Sevandija, vereador conseguiu se reeleger, mas não deve ocupar a cadeira na Câmara nos próximos quatro anos
Vereador Capela Novas permanece afastado
Dos nove vereadores afastados pela Operação Sevandija em Ribeirão Preto, apenas Capela Novas conseguiu se reeleger, mas não poderá assumir o cargo. A Justiça proibiu que ele, e quaisquer outros vereadores investigados, tomem posse, mesmo como suplentes. A decisão, expedida pelo juiz Lúcio Alberto Enneias da Silva Ferreira, da Quarta Vara Criminal, abrange a legislatura atual e a de 2017-2020, e tem poucas chances de ser revertida.
Difícil reversão da decisão judicial
Para Carlos Manela, advogado especialista em direito eleitoral, as defesas podem tentar recorrer, mas as chances de sucesso são mínimas. Embora existam possibilidades no âmbito jurídico, a procedência do recurso é improvável. A expectativa é que Capela Novas permaneça afastado durante todo o mandato, podendo até mesmo enfrentar novas decisões administrativas ou judiciais que impeçam sua posse na Câmara Municipal.
Investigações sobre corrupção e tráfico
Capela Novas e outros oito vereadores são acusados de negociar cargos terceirizados na prefeitura, indicando funcionários para a empresa Atmosfera em troca de apoio político à prefeita Darci Vera. A polícia também investiga uma possível negociação entre um cabo eleitoral de Capela Novas e um traficante para garantir apoio à sua reeleição, fato registrado em escuta telefônica autorizada pela Justiça. Além disso, Capela Novas é suspeito de apropriação de salários de assessores, denúncia que ele nega.
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As investigações da Operação Sevandija revelaram um esquema de corrupção envolvendo diversos vereadores de Ribeirão Preto. A decisão judicial de manter Capela Novas afastado demonstra a gravidade das acusações e a firmeza da Justiça em combater a corrupção na política local.



