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‘Capitão’ afirma que Isaac Antunes trabalhou com advogados presos

Clóvis Ângelo, que foi preso em um dos desdobramentos da Operação Têmis, confirmou que vereador tinha relação com investigados
Isaac Antunes advogados
Clóvis Ângelo, que foi preso em um dos desdobramentos da Operação Têmis, confirmou que vereador tinha relação com investigados

Clóvis Ângelo, que foi preso em um dos desdobramentos da Operação Têmis, confirmou que vereador tinha relação com investigados

A segunda fase da Operação Temis, deflagrada em Ribeirão Preto, resultou na prisão de Clovis Angelo, conhecido como Capitão. Seu depoimento trouxe novas informações sobre a ligação do vereador Isaac Antunes com os denunciados pelo Ministério Público.

Ligação com Escritório de Advocacia

Capitão afirmou em seu depoimento que o vereador Isaac Antunes trabalhou no escritório dos advogados Klaus, Renato, Gustavo e Angelo, embora não tenha especificado a função do parlamentar. Apesar do nome de Isaac Antunes aparecer diversas vezes na operação, ele ainda não é investigado pelo promotor Aroudo Costa Filho, que lidera as investigações. As novas informações serão encaminhadas à Polícia Federal, que já recebeu documentação da justiça eleitoral na primeira fase da operação.

Investigação em Andamento e Possíveis Implicações

O promotor Aroudo Costa Filho investiga se Isaac Antunes obteve vantagem na eleição de 2016 ao utilizar a estrutura dos denunciados. A suspeita é de que ele tenha oferecido limpeza de nome gratuitamente a eleitores, que, além de se cadastrarem em um sistema usado nas fraudes, podem ter votado nele em troca da promessa. A promotoria analisa mais de uma tonelada de documentos apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos. Clovis Angelo, por sua vez, teria captado mais de 300 pessoas com pendências jurídicas, repassando-as aos advogados para ações fraudulentas.

Desdobramentos e Próximos Passos

A promotoria não descarta novas fases da operação, devido a denúncias de que investigados estão coagindo vítimas a mudarem seus depoimentos. Essa interferência na colheita de provas é considerada crime e está sendo apurada. A Operação Temis resultou em denúncias contra 10 pessoas por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude processual e violação do sigilo bancário, envolvendo mais de 50 mil ações fraudulentas e um prejuízo superior a 30 milhões de reais. O caso tramita na 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, e os acusados já foram intimados para apresentar suas defesas preliminares. Todos os suspeitos negam as acusações, e os pedidos de habeas corpus foram negados pela justiça.

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