Ouça a coluna ‘CBN Saúde’ com Fernando Nobre
Estresse e Doenças Cardíacas: Uma Relação Perigosa
O estresse crônico é um fator de risco significativo para doenças cardíacas, aumentando em até duas vezes a chance de infarto. Durante situações estressantes, o corpo libera cortisol e adrenalina, substâncias que aceleram os batimentos cardíacos, elevam a pressão arterial e contraem as artérias, prejudicando a circulação sanguínea para os órgãos.
O Bom e o Mau Estresse: Uma Questão de Equilíbrio
Embora o estresse em doses moderadas possa ser benéfico, estimulando a produtividade, o estresse agudo e crônico causam danos ao organismo. Um exemplo disso é a Síndrome de Takotsubo, também conhecida como Síndrome do Coração Partido, um tipo de infarto mais comum em mulheres que não envolve obstrução arterial. Essa síndrome é frequentemente desencadeada por eventos extremamente estressantes.
Lições do Atentado de 11 de Setembro: Um Estudo de Caso
O atentado de 11 de setembro de 2001 em Nova York forneceu dados valiosos sobre os impactos do estresse agudo em larga escala. O World Trade Center Health Program, criado para monitorar a saúde dos sobreviventes, revelou um aumento significativo na incidência de câncer e outras doenças entre aqueles expostos ao trauma e à toxicidade do desastre. Esses estudos demonstram a vulnerabilidade humana a eventos estressantes, tanto agudos quanto crônicos.
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A capacidade de gerenciar o estresse é crucial para a saúde cardiovascular e o bem-estar geral. Aprender a lidar com os estímulos estressores, por meio de técnicas de relaxamento e outras estratégias de enfrentamento, é fundamental para proteger o coração e a mente. Como disse William James: “A maior arma contra o estresse é a nossa habilidade de escolher um pensamento ao invés de outro”.