Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Caros ouvintes da CBN, ao longo deste ano, abordamos o coração sob diversas perspectivas: suas vulnerabilidades, doenças e desvios da normalidade.
Exploramos esse órgão fascinante, permeado de mitos e verdades, intrinsecamente ligado às emoções, ao amor, às sensibilidades e, frequentemente, considerado o centro da espiritualidade. Escritores, especialmente os poetas, sempre o exaltaram como a morada dos sentimentos.
O Coração na Literatura: Expressão da Alma Humana
Olavo Bilac, em seu exílio, expressou a dor da saudade através do coração: “Ao coração que sofre, separado do teu, no exílio em que a chorar me vejo, não basta o afeto simples e sagrado, com que todas as desventuras me protejam.” Claro, aqui não falamos do sofrimento físico de um infarto, mas da dor da ausência.
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Luís de Camões, em seus célebres sonetos, descreve o coração como um campo de batalha de emoções: “é querer estar preso por vontade; é servir a quem vence o vencedor; é ter com quem nos mata a lealdade.” O coração, nesse contexto, representa os sentimentos que impulsionam a humanidade.
Shakespeare e a Universalidade do Sentimento
Shakespeare, ao abordar o desgosto, também recorreu ao coração como símbolo de sofrimento: “A longa distância apenas serve para unir o nosso amor. A saudade serve para me dar a absoluta certeza de que ficaremos para sempre unidos.” O coração, portanto, como receptáculo da saudade e da certeza do amor eterno.
Um Desejo de Bem-Estar Integral
Neste momento, desejo a todos que me acompanharam ao longo do ano, mais do que apenas um colesterol normal, uma pressão arterial controlada e a ausência de fatores de risco como tabagismo, estresse, sedentarismo e diabetes. Desejo um coração sentimentalmente aberto às melhores emoções, às mais sinceras reações de paz, consideração e respeito ao próximo.
São esses os meus votos de coração. Um feliz Natal a todos.