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Impacto do negacionismo antivacina na pandemia de Covid-19
O médico cardiologista Fernando Nobre discute os impactos das declarações negacionistas sobre a vacina contra a Covid-19 no enfrentamento à doença. Apesar da robusta evidência científica sobre a eficácia das vacinas, muitas dúvidas sobre sua segurança e eficácia persistem. De acordo com o especialista, a disseminação de fake news e opiniões anticientíficas contribui para essa desinformação, com a divulgação de efeitos adversos sem comprovação.
Estudo da Associação Americana de Medicina
Para combater essas afirmações, a Associação Americana de Medicina publicou um estudo em 22 de julho analisando a ocorrência de infarto do miocárdio e derrame cerebral após a vacinação contra a Covid-19. O estudo comparou 231 mil pessoas, sendo 62.700 não vacinadas e aproximadamente 168 mil com duas doses da vacina. Embora os vacinados fossem mais idosos e tivessem mais comorbidades, apresentaram menos complicações graves. Os resultados mostraram um risco menor de infarto e AVC entre os completamente imunizados.
A importância da ciência na tomada de decisões
A conclusão do estudo é clara: a vacinação reduz significativamente o risco de infarto e derrame em pacientes com Covid-19. A falta de reconhecimento do papel da vacinação desde o início da pandemia pode ter contribuído para o alto número de mortes. A recomendação é que decisões sobre saúde pública sejam baseadas em evidências científicas, buscando sempre o bem-estar da população.
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O negacionismo científico causou danos incalculáveis durante a pandemia. Priorizar a ciência e a saúde pública é fundamental para proteger a população e evitar tragédias futuras. Ações governamentais embasadas em dados concretos são essenciais para garantir o acesso à vacinação e a proteção da saúde coletiva.