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Cardiopatia congênita tem cura? Como tratar?

Quem explica esta condição, sua formação e as formas de tratamento é o pediatra Ivan Savioli na coluna 'Filhos e Cia'
Cardiopatia congênita
Quem explica esta condição, sua formação e as formas de tratamento é o pediatra Ivan Savioli na coluna 'Filhos e Cia'

Quem explica esta condição, sua formação e as formas de tratamento é o pediatra Ivan Savioli na coluna ‘Filhos e Cia’

Neste mês de junho, além do Dia dos Namorados, foi celebrado o Dia Nacional da Conscientização da Cardiopatia Congênita. Mas o que é exatamente uma cardiopatia congênita?

O que é Cardiopatia Congênita?

Cardiopatia congênita é um defeito cardíaco presente desde o nascimento. Existem diversos tipos, desde casos simples até os mais graves, com sintomas que podem aparecer logo após o nascimento ou permanecerem latentes ao longo da vida.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico pode ser feito ainda no pré-natal, por meio de ultrassons obstétricos, especialmente em casos mais graves. A ecocardiografia fetal é um exame mais específico que pode ser solicitado para avaliar o coração do feto com mais detalhes. Em situações excepcionais, cirurgias para correção ou minimização do defeito podem ser realizadas ainda durante a gestação. A importância do pré-natal é crucial para a detecção precoce e a adoção de medidas preventivas.

Diversos fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de cardiopatias congênitas, incluindo histórico familiar, uso de certos medicamentos (como antidepressivos e anticonvulsivantes), infecções (como rubéola – reforçando a importância da vacinação), diabetes mal controlada e algumas doenças autoimunes. Em muitos casos, no entanto, a causa permanece desconhecida.

Embora o diagnóstico possa causar preocupação, a maioria das cardiopatias congênitas não são graves e requerem acompanhamento médico regular. A intervenção cirúrgica imediata é necessária apenas em uma pequena porcentagem dos casos. Muitas cardiopatias podem ser controladas com acompanhamento pediátrico e cardiológico, e algumas até se resolvem espontaneamente. Em casos mais complexos, o transplante cardíaco pode ser uma opção.

Sintomas e Detecção

O teste do coraçãozinho, obrigatório por lei para recém-nascidos, é um exame simples que auxilia na detecção de cardiopatias congênitas graves. Cardiopatias leves podem não apresentar sintomas, enquanto as graves podem manifestar-se logo após o nascimento, com desconforto respiratório, dificuldade para mamar, cianose (arroxeamento dos lábios), sudorese excessiva e dificuldade para ganhar peso. Um sopro cardíaco, embora comum em crianças e muitas vezes inofensivo, pode ser um sinal de alerta em conjunto com outros sintomas.

Em resumo, as cardiopatias congênitas englobam uma variedade de condições, desde as mais benignas até as mais severas. A detecção precoce, o acompanhamento médico adequado e os avanços na medicina proporcionam um prognóstico positivo para a maioria das crianças afetadas, permitindo que muitas delas levem uma vida normal e plena.

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